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Guindos terá admitido pela primeira vez resgate total de 300 mil milhões de euros

No encontro com o ministro das Finanças da Alemanha, esta terça-feira, Luis de Guindos terá admitido a possibilidade de Espanha pedir um resgate total de 300 mil milhões de euros. Governo de Rajoy desmente e garante que o "resgate não é uma opção".

Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 27 de Julho de 2012 às 13:12
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A notícia está a ser avançada pela agência Reuters, que cita uma fonte oficial da Zona Euro.

No encontro com o homólogo alemão, Luis de Guindos terá admitido que Espanha pode precisar de um resgate de 300 mil milhões de euros, "se os juros da dívida espanhola permanecerem, insustentavelmente, elevados".

A agência refere que este montante inclui os 100 mil milhões de euros já aprovados pela Europa para recapitalizar a banca espanhola. Mas, segundo a Reuters, o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, não terá ficado muito confortável com a possibilidade de Espanha solicitar um resgate total.

Wolfgang Schäuble tem afirmado por diversas vezes que a ajuda à banca espanhola é suficiente para o país superar a crise económica e financeira que atravessa.

Wolfgang Schäuble tem afirmado por diversas vezes que a ajuda à banca espanhola é suficiente para o país superar a crise económica e financeira que atravessa.

No entanto, os rumores de que Espanha vai precisar de recorrer a um resgate total aumentaram ao longo desta semana devido às ajudas pedidas por três regiões espanholas, incluindo a Catalunha, que tem uma dívida superior a 40 mil milhões de euro, e à forte subida dos juros da dívida pública.

A fonte contactada pela Reuters refere, porém, que Espanha não formalizará o pedido de ajuda antes do Mecanismo de Estabilidade Europeu estar em vigor.

Apesar da escalada dos juros das obrigações – que na terça-feira superaram a barreira dos 7,5% e levaram os spreads para níveis superiores aos 650 pontos base – o governo espanhol tem negado que o país precise de recorrer à ajuda externa.

Já hoje, durante a conferência de imprensa que se segue ao Conselho de Ministros, a vice-presidente do governo, Soraya Sáenz de Santamaría, garantiu que "não vai haver resgate". "O resgate não é uma opção", afirmou citada pelo "El País".

No final do passado mês de Maio, o "The Wall Street Journal" avançou que o Fundo Monetário Internacional estaria a preparar um plano de ajuda a Espanha, precisamente, no montante de 300 mil milhões de euros.

"Tanto a União Europeia como o FMI querem evitar, a todo o custo, resgatar Espanha. No entanto, está em curso um plano inicial de ajuda, no departamento europeu do FMI ", referiu na altura uma das fontes contactadas pelo jornal norte-americano.
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