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Italianos param quatro horas e organizam manifestações contra a austeridade

Uma greve de quatro horas e manifestações foram organizadas hoje em Itália depois do apelo da principal confederação sindical, a CGIL (esquerda), no quadro da jornada europeia contra a austeridade.

Lusa 14 de Novembro de 2012 às 12:44
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Cerca de mil pessoas fazem parte de uma marcha em Roma, que atravessou as ruas do centro da cidade e deve terminar o seu percurso numa pequena praça.

"Eles atacam, em nome da austeridade, os direitos fundamentais como o direito à educação e ao trabalho. É por esta razão que é muito importante que em todo o país haja uma greve geral comum para dizer não a essas políticas", disse à agência France Presse Francesco Locantore, um professor.

"Eu estou aqui para pedir um aumento das pensões, porque não podemos mais fazer face às despesas. Tenho uma pensão de 650 euros de reforma e, uma vez que pago todos os impostos, fico apenas com 400 euros", lamentou uma reformada.

Em Turim e Milão, no norte do país, milhares de pessoas participam em manifestações e marchas, segundo os sindicatos.

A manifestação principal em Itália foi organizada na pequena vila de Terni, na Umbria, no centro do país, na presença da secretária-geral da CGIL, Susanna Camusso.

As outras duas grandes confederações sindicais recusaram aderir à greve e às manifestações.

A greve de quatro horas tocou vários sectores, mas nos transportes limita-se aos portos e ao sector ferroviário. Em vários pontos foi anulada devido ao mau tempo, que atinge sobretudo o norte do país, como a Toscânia.
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