Europa Johnson deixa cair corte de impostos às empresas para investir na saúde

Johnson deixa cair corte de impostos às empresas para investir na saúde

O líder conservador e candidato a primeiro-ministro cancelou a promessa de corte de impostos sobre as empresas de modo a canalizar dinheiro para áreas consideradas prioritárias pelos eleitores, como o serviço nacional de saúde (NHS).
Johnson deixa cair corte de impostos às empresas para investir na saúde
EPA
David Santiago 18 de novembro de 2019 às 19:12

Boris Johnson tinha prometido cortar de 19% para 17% a taxa do imposto sobre pessoas coletivas (IRC) a partir de abril do próximo ano, contudo deixou cair a promessa para canalizar dinheiro em áreas consideradas prioritárias pelos britânicos, com o serviço nacional de saúde (NHS) à cabeça.

Em declarações feitas esta segunda-feira, 18 de novembro, durante um evento da Confederação Industrial Britânica (CBI, na sigla inglesa), o primeiro-ministro do Reino Unido em exercício explicou que decidiu pôr de parte a proposta pró-empresarial do Partido Conservador e apostar no financiamento dos serviços públicos.

Em vez da perda de receita fiscal decorrente da descida de impostos, o também candidato a primeiro-ministro nas eleições gerais antecipadas para 12 de dezembro prefere reforçar os meios nos serviços públicos considerados prioritários pelos eleitores. Boris Johnson promete injetar os 6 mil milhões de libras (perto de 7 mil milhões de euros) poupados com a não descida fiscal nos serviços prestados pelo Estado.

Este corte de impostos foi anunciado, em 2016, pelo então ministro britânico das Finanças, George Osborne. O The Guardian justifica a decisão de Johnson com a intenção do primeiro-ministro em funções não colar demasiadamente os "tories" aos interesses das grandes empresas.

Corbyn quer ricos a pagar mais impostos

Também o secretário-geral trabalhista e líder da oposição falou na CBI. Depois de voltar a acusar os conservadores de serem o partido dos ricos, Jeremy Corbyn usou de uma abordagem de aproximação ao setor empresarial, assegurando não ser anti-empresas.

"Muitas vezes diz-se que sou anti-empresas. Isso não faz qualquer sentido. Ser contra salários de miséria não é ser anti-empresas. Dizer que as grandes empresas devem pagar impostos tal como as pequenas empresas fazem não é ser anti-empresas", sustentou o líder trabalhista.

Corbyn defendeu ainda o voto no Labour argumentando que, com os trabalhistas, o Reino Unido ficará dentro, ou muito próximo disso, do mercado único europeu.

O líder da oposição tem vindo a defender um amplo plano de nacionalizações. Na última sexta-feira alargou as propostas incluídas no programa de aquisições, pelo Estado, de setores considerados estratégicos à empresa que detém e gere a rede digital de fibra ótica britânica.

As sondagens continuam a atribuir claro favoritismo aos "tories". O estudo de opinião ICM/Reuters conhecido esta segunda-feira mostra os conservadores com uma subida de 3 pontos percentuais para 42% das intenções de voto e os trabalhistas com uma melhoria de um ponto para 32%. Seguem-se o Lib-Dem (13%) e o Partido do Brexit (5%).




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