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Juncker admite que a sua reputação saiu manchada com escândalo do “Luxemburgo Leaks”

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker admitiu esta quinta-feira que a sua reputação enquanto líder europeu saiu abalada com o escândalo dos acordos fiscais secretos no Luxemburgo, que permitiram a várias multinacionais poupar milhões em impostos.

Reuters
Negócios negocios@negocios.pt 12 de Dezembro de 2014 às 12:36
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Jean Claude-Juncker recusa, no entanto, qualquer responsabilidade nos controversos acordos, que envolveram empresas como a Disney, Skype ou Ikea. O escândalo chegou a desencadear uma moção de censura no Parlamento Europeu (entretanto, rejeitada). Já o Parlamento britânico levantou esta semana a dúvida sobre se Juncker deveria permanecer na presidência da Comissão Europeia.

 

Esta sexta-feira, citado pelo jornal inglês The Guardian, Jean-Claude Juncker afirmou que não se sente "pessoalmente afectado" porque, diz, "eu sei o que fiz e sei o que não fiz". Admite, porém, que não é "ingénuo" nem o "idiota da aldeia". "Tenho de tomar como um facto que muitas pessoas têm agora dúvidas sobre a honra do novo presidente da Comissão. Tenho de viver com isso", declarou.

 

Junker tem sempre negado veementemente ter estado envolvido pessoalmente

Tenho de tomar como um facto que muitas pessoas têm agora dúvidas sobre a honra do novo presidente da Comissão. Tenho de viver com isso.
 
Jean-Claude Juncker 
Presidente da Comissão Europeia

nos acordos fiscais que o Luxemburgo realizou com empresas multinacionais durante o tempo em que era primeiro-ministro.

 

"Tive contactos com várias empresas, mas não com todas as que são mencionadas" na investigação que ficou conhecida como "Luxemburgo Leaks", disse o líder europeu num debate na televisão austríaca juntamente com o The Guardian e várias outras publicações europeias. "Contudo, nunca interferi a nível dos acordos em matéria fiscal que foram feitos".

 

Juncker sublinhou ainda que 22 dos 28 Estados europeus têm sistemas em que garantem benefícios fiscais a multinacionais, pelo que não há nada de especial no regime luxemburguês. Algo que os especialistas em geral confirmam. O Reino Unido, a Irlanda ou a Holanda são também grandes competidores nos métodos fiscais de atracção de investimento. O Luxemburgo, porém, tem vindo a operar a uma escala muito mais aguerrida.

 

A Comissão Europeia está actualmente a investigar os acordos fiscais realizados entre o Luxemburgo e a Amazon e uma empresa subsidiária da Fiat. O Governo luxemburguês continua a insistir em que as suas regras fiscais "não são nem nunca foram secretas" e que são perfeitamente legais. 

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