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Juncker admite que Grécia perderá parte da sua soberania devido ao pedido de resgate

Uma das sanções internacionais pelo resgate financeiro à Grécia será, inevitavelmente, a perda de parte da sua soberania, segundo o presidente do Eurogrupo e primeiro-ministro do Luxemburgo, Jean-Claude Juncker.

Andreia Major amajor@negocios.pt 04 de Julho de 2011 às 15:15
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“É certo, a soberania dos gregos irá ver-se fortemente limitada”, afirmou Juncker citado pelo “Cinco Dias”. Recordou ainda que o país helénico beneficiou durante anos do euro.

O presidente do Eurogrupo acrescentou que a própria Grécia era “culpada” pela actual situação e que “agora era necessário unir forças para recuperar a ordem e os gregos deveriam entender que era necessária uma resposta colectiva.”

“O que fazemos é forçar a política grega a uma correcção total do seu curso, com o seu consentimento”, sublinhou Juncker, que também considera que o sistema tributário da Grécia “não funciona em toda a sua extensão”.

Juncker declarou que não se deveria humilhar o povo grego, mas sim ajudar, e explicou que na altura de iniciar o processo de privatizações deveria tomar-se como exemplo a Treuhandanstalt alemã, a sociedade que geriu e privatizou os bens da extinta República Democrática alemã.

Face às dificuldades actuais, Juncker mostra-se convencido de que as medidas de resgate à Grécia terão êxito e de que o pacote recentemente aprovado pelos ministros das Finanças da Zona Euro “trará a solução aos seus problemas”.

Os ministros das Finanças do Eurogrupo aprovaram ontem a quinta tranche de ajuda financeira à Grécia e declararam que a próxima tranche de ajuda será libertada a 15 de Julho.

O Eurogrupo referiu que a Grécia fez um forte acordo de cortes orçamentais e da dívida, e acrescentou que as conversações com os credores gregos estavam em curso. “Estas negociações iriam ajudar a evitar o incumprimento selectivo”, disse Juncker.

Juncker referiu também, citado pelo "Proactive Investors" que a Irlanda e Portugal estavam no caminho certo para regressarem aos mercados, e que não via perigo para Espanha, Itália ou Bélgica.
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