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Juncker não descarta revisão de tratados apenas na Zona Euro

O presidente do Eurogrupo não descartou hoje a hipótese das revisões dos tratados europeus se ficarem pelos 17 países da Zona Euro.

Lusa 08 de Dezembro de 2011 às 18:32
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O presidente do Eurogrupo, Jean Claude Juncker, não descartou hoje a hipótese das revisões dos tratados europeus se ficarem pelos 17 países da zona euro e não pelos 27 Estados-membros da União Europeia (UE).

"Não é o meu desejo, mas não o descarto", afirmou aos jornalistas em Bruxelas, onde hoje e na sexta-feira se joga o futuro do euro, num Conselho Europeu tido como essencial para a credibilidade da moeda única.

A revisão dos tratados europeus tem vindo a ser defendida por Paris e Berlim, e não é posta de lado por Bruxelas, embora haja ainda muitos temas em aberto, a começar sobre os países a aderir às mudanças: se todos os Estados-membros, o total de 27 países da União Europeia (UE), se apenas os 17 da zona euro, já que o primeiro-ministro britânico, David Cameron, ameaçou já que pode não assinar qualquer novo tratado se não obtiver garantias suficientes para proteger os interesses do Reino Unido.

Para Juncker, também primeiro-ministro do Luxemburgo, as propostas de Berlim "vão na direcção adequada".

"Algumas destas propostas foram de facto algumas das propostas que fizemos durante meses", advogou o presidente do Eurogrupo.

Sanções automáticas para países incumpridores dos limites de défice e uma maior supervisão do Tribunal de Justiça da UE, que inclui 27 juízes, um por cada Estado-membro, são algumas das propostas para mudar o Tratado de Lisboa.

Hoje, um jantar informal entre os líderes europeus, deverá gerar uma resposta definitiva da parte de Cameron, que será certamente confrontado por Angela Merkel e Nicolas Sarkozy sobre o assunto. No encontro estará também presente o novo presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi.

O presidente francês e a chanceler alemã já manifestaram o desejo de que as mudanças nos tratados possam ser assumidos pelos 27 estados da União, mas se isso não for possível já foi dito pelos governantes que os países da zona euro "terão que ir em frente", numa solução a 17.
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