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Juros da dívida portuguesa agravam-se antes de leilão de dívida pública

Os custos da dívida portuguesa está a subir, reiterando os sinais de que emissão de dívida portuguesa a 10 anos terá um juro superior a 6%. No resto da Europa os juros descem.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 22 de Setembro de 2010 às 10:08
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A agência responsável pela gestão da dívida pública portuguesa (IGCP) vai hoje fazer duas emissões de dívida, num montante global que se deverá saldar entre os 700 e mil milhões de euros. Uma das emissões será feita com uma maturidade de quatro anos e a outra a 10 anos.

Os juros das obrigações portuguesas a 10 anos sobem seis pontos base para 6,246%, enquanto os juros da Alemanha recuam nove pontos base para 2,361%. O prémio que os investidores exigem para financiar a dívida pública portuguesa cresce, assim, para 389 pontos base.

Os juros da dívida portuguesa estão a subir antes de uma emissão de títulos do Tesouro, contrariando a tendência dos juros da dívida pública europeia e norte-americana, que beneficiam de especulação de que a Reserva Federal norte-americana vai comprar obrigações para estimular a economia.

A subida da dívida a 10 anos vem reiterar a expectativa de que a emissão de obrigações a dez anos sairá a uma taxa de juro superior a 6%. O Estado português vai suportar um custo de financiamento da dívida, mais elevado do que em qualquer outra altura da crise financeira internacional.

A taxa de juro das obrigações portuguesas a cinco anos sobe oito pontos para 4,984% e os juros da dívida a dois anos avançam 13 pontos base para 3,793%.

Para fazer face ao custo de financiamento mais elevado desde a introduçõa da moeda única, o IGCP vai recorrer a uma emissão dupla de dívida, com limites amplos para os montantes indicativos, que lhe permitem gerir com maior espaço de manobra a procura das emissões a que vai proceder. Uma estratégia que começou a ser usada a partir de Abril, pelos países que têm maior dificuldade na angariação de dívida.

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