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Krugman sobre o referendo na Grécia: eu votaria ‘não’

Concorda que devemos assinar a proposta das instituições? Não. Esta seria a resposta de Paul Krugman à pergunta que será colocada aos gregos no referendo que se deverá realizar no próximo dia 5 de Julho.

Bruno Simão/Negócios
Inês F. Alves inesalves@negocios.pt 29 de Junho de 2015 às 11:42
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Paul Krugman, prémio Nobel da economia e colunista do The New York Times, disse num artigo de opinião, publicado no domingo, 28 de Junho, que votaria "não" à pergunta "concorda que devemos assinar a proposta das instituições", que será colocada aos gregos no referendo previsto para 5 de Julho.

O economista começa por justificar a sua posição com a política de austeridade que os credores querem impor à Grécia, e que, segundo Krugman, deve ser revista. "Apesar da perspectiva de sair do euro assuste toda a gente – eu incluído – a troika está a exigir que a política seguida nos últimos cinco anos seja prosseguida indefinidamente. Onde está a esperança nisso? Talvez, apenas talvez, a vontade de sair promova uma reavaliação, ainda que não acredite", escreve Krugman, salientando que perante uma saída do euro "a desvalorização não pode criar muito mais caos do que aquele que agora existe, e iria cimentar o caminho para uma eventual recuperação, como aconteceu em muitas outras ocasiões no passado e em diferentes países. A Grécia não é assim tão diferente".

Paul Krugman acredita que responder "sim" no referendo "coloca problemas profundos" e acusa a troika de ter feito a Tsipras "uma proposta que ele não pode aceitar", com o objectivo de "substituir o Governo grego". "E ainda que não se goste do Syriza, isso é chocante para qualquer um que acredite nos ideais europeus", conclui Krugman no seu artigo de opinião.

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