Europa Luxemburgo diz que “os gregos não aguentam mais o actual ritmo de consolidação”

Luxemburgo diz que “os gregos não aguentam mais o actual ritmo de consolidação”

O primeiro-ministro do Luxemburgo, Jean-Claude Juncker, afirmou que é necessário reduzir a consolidação orçamental nos países em crise.
Luxemburgo diz que “os gregos não aguentam mais o actual ritmo de consolidação”
Jock Fistick/Bloomberg
Diogo Cavaleiro 10 de abril de 2013 às 13:46

Jean-Claude Juncker quer acalmar o ritmo de consolidação orçamental que está a ser imposto nos países do euro em dificuldades, nomeadamente a Grécia.

 

“As pessoas na Grécia já não aguentam mais o actual ritmo de consolidação”, afirmou o primeiro-ministro do Luxemburgo que é também o anterior líder do Eurogrupo (que reúne os ministros das Finanças da Zona Euro).

 

O primeiro-ministro (na foto ao lado de Evangelos Venizelos, anterior ministro das Finanças da Grécia) assegura que “o governo luxemburguês está comprometido a abrandar o ritmo de consolidação nos países em crise”.

 

“Se tal não acontecer, haverá uma explosão social”, alerta Juncker, num evento hoje realizado no Luxemburgo e citado pela agência Bloomberg. Esta não é a primeira vez que o político fala sobre este risco. Em Março, já dizia que não excluía “o risco de se assistir a uma revolta social”.

 

“Quem pensa que a questão da guerra e da paz já não se coloca pode estar rotundamente enganado”, afirmou o primeiro-ministro luxemburguês quando deu, no mês passado, uma entrevista ao semanário alemão "Der Spiegel". Juncker falava nas campanhas eleitorais que decorreram na Grécia e em Itália como os momentos onde surgiram esses receios.

 

A ideia de que é necessário abrandar o ritmo de consolidação orçamental não é nova mas também não é consensual. As autoridades europeias acreditam que é preciso impor um calendário de aposta no crescimento mas defendem que é preciso reduzir o nível de endividamento - o que, dizem, se consegue com medidas do âmbito orçamental mais austeras. Juncker diz que o ritmo com que tais medidas têm de ser implementadas é que deve ser menos intenso.

 

Esta semana, vozes como George Soros e Paul Krugman vieram criticar, mais uma vez, a austeridade no continente europeu. 




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