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May quer Londres a decidir políticas de imigração e a liderar comércio global

Ainda antes de começar a negociar a saída britânica da UE, a primeira-ministra Theresa May quer que depois do Brexit o Reino Unido se torne no líder mundial do comércio livre internacional. E quer recuperar competências ao nível das políticas de imigração.

Reuters
David Santiago dsantiago@negocios.pt 05 de Setembro de 2016 às 14:30
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A primeira-ministra britânica Theresa May assume intenções ambiciosas para o Reino Unido, país que quer ver a liderar a comércio global. Numa altura em que as negociações formais para a saída britânica da União Europeia (UE) ainda nem sequer começaram, May já assume ter estabelecido a "ambição" de tornar o Reino Unido no líder global do comércio livre". Na antecâmara desta cimeira do G20, a primeira realziada na China, May já tinha aludido à intenção de fazer do Reino Unido a plataforma das trocas comerciais globais. 

 

Em declarações prestadas esta segunda-feira, 5 de Setembro, na China, onde decorre uma cimeira do G20, na cidade de Hangzhou, Theresa May assegurou que não será seguido um caminho de regresso a políticas proteccionistas em resposta ao Brexit.

 

Pelo contrário, May evidenciou, segundo refere a Reuters, que os líderes de países como o México, a Índia, Singapura e Coreia do Sul já mostraram disponibilidade para encetar conversações acerca da "remoção de barreiras ao comércio entre os nossos países".

 

Por outro lado, em relação a uma questão subjacente à saída britânica da UE, a governante do Reino Unido notou que Londres quer reassumir mais poderes em matéria de políticas de imigração, precisamente um tema que terá contribuído para a vitória do "leave" no referendo de 23 de Junho último.

 

Theresa May, que foi escolhida pelo ex-primeiro-ministro David Cameron para ministra do Interior devido à sua posição fortemente crítica do Espaço Schengen, numa altura em que crescia já o eurocepticismo no país, defendeu esta manhã que "aquilo que o povo britânico votou em 23 de Junho foi para garantir algum controlo sobre o movimento de pessoas da UE para o Reino Unido".

Ainda na semana passada, destacados dirigentes da UE voltaram a pressionar Londres para que decida de uma vez por todas iniciar conversações formais para o enquadramento do Brexit, isto tendo em conta que o Governo britânico ainda não invocou o artigo 50 do Tratado de Lisboa que prevê a saída de Estados-membros do bloco europeu. 

Já sobre a suspensão da construção da central nuclear de Hinkley Point, a ser prosseguida por um consócio formado por uma empresa britânica e uma chinesa, a primeira-ministra do Reino Unido limitou-se a dizer que uma decisão final será tomada no final deste mês.

 

Theresa May decidiu parar o projecto, considerando ser importante salvaguardar a manutenção dos interesses estratégicos em matéria de energia nas mãos britânicas. No entanto, May afiançou hoje que "as nossas relações com a China vão muito além de Hinkley". Em Julho último, May parou o projecto nuclear de Hinkley Point, avaliado em 24 mil milhões de dólares sustentando estar a defender os interesses estratégicos britânicos. "Nós vamos continuar a nossa parceria estratégica global com a China", afiança May.

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