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Merkel: Países do Sul merecem solidariedade enquanto cumprirem acordo

A chanceler alemã disse, num encontro com opositores internos à política de participação no resgate de países em dificuldades, que os Estados-membros que cumpram a sua parte do acordo para superar a crise do euro merecem "solidariedade".

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 03 de Setembro de 2012 às 17:42
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“Precisamos da Europa, mas precisamos de uma Europa forte”, disse Angela Merkel num encontro de membros da União Social Cristã da Baviera – partido que representa o partido de Merkel na região. “Não podemos assumir um valor de dívida tão elevado que amanhã já não reste nada e fiquemos à mercê dos mercados financeiros”.

As declarações Angela Merkel tiveram lugar num encontro tradicional de políticos conservadores alemães, que tem lugar numa cidade próxima de Munique. O encontro reuniu muitos dos membros do partido de Merkel que se opõem à participação da Alemanha no resgate financeiro de países como Portugal, Grécia, Espanha e Irlanda.

A chanceler alemã afirmou que não se pode continuar a “improvisar medidas” à medida que os problemas surgem. Contudo, os países que cumpram os seus compromissos merecem “solidariedade”, disse.

“Temos de fazer pressão para que sejam implementadas reformas noutros países, mesmo que às vezes eles digam que nós temos uma postura rígida”. Os planos de ajuda a Portugal e Espanha “exigem esforço” e a Grécia tem de cumprir a sua parte do acordo de resgate para continuar a ser apoiada, afirmou.

“Não é suficiente continuar a improvisar soluções para os problemas. Mas também defendo que num período tão difícil os países merecem a nossa solidariedade e que a Alemanha os apoie para que eles ultrapassem as suas dificuldades.”

Angela Merkel tem-se debatido para manter o apoio dos eleitores e do Governo de coligação que lidera durante a crise orçamental europeia. No palco com a chanceler estava Alexander Dobrindt, secretário-geral da União Social Cristã, que disse que a Grécia não estará no euro em 2013.

Merkel respondeu, na altura, que os membros da coligação de apoio ao Governo devem “pesar as suas palavras”. Hoje, afirmou que “a verdadeira questão sobre a democracia é: consegue-se ganhar eleições na Alemanha e na Europa sem gastar mais do que aquilo que recebemos?”

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