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Merkel soma e segue e é a Personalidade do Ano eleita pelo Financial Times

Depois de ter sido nomeada Personalidade do Ano pela revista Time, Merkel volta a conquistar a distinção, desta vez, pelo Financial Times. As razões são as mesmas: a sua actuação face à crise grega e dos refugiados.

Reuters
Inês F. Alves inesalves@negocios.pt 14 de Dezembro de 2015 às 12:04
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"A transformação de uma chanceler cautelosa", é este o título escolhido pelo Financial Times para o artigo em que justifica a eleição de Merkel como a "Personalidade do Ano 2015". Este domingo, 13 de Dezembro, o artigo do jornal detalha "como o posicionamento forte de um líder sobre a Zona Euro e sobre os refugiados moldou uma Alemanha mais corajosa".

A escolha por Merkel recai sobretudo pela sua actuação face à crise dos refugiados, sendo que não fica esquecido o seu papel no conflito entre Ucrânia e Rússia e na crise da moeda-única europeia.

"Ao deixar as portas da Europa abertas para mais de um milhão de refugiados, sobretudo muçulmanos, a senhora Merkel deixará um legado tão duradouro quando o do seu mentor, o ex-chanceler Helmut Kohl, que presidiu durante a reunificação alemã e o nascimento do euro. Por esta razão, o Financial Times nomeou Angela Merkel como a Personalidade do Ano 2015", pode ler-se no artigo da publicação económica.

"Ela considera que é sua responsabilidade a união resultar", disse um diplomata alemão citado pelo jornal. "Se não resultar, é o fim da Europa como a conhecemos".

"Merkel mostrou uma paciência determinante a ligar com a maior ameaça recente à segurança europeia – o ressurgir da Rússia. Ela falou durante horas com o presidente Vladimir Putin em russo, ainda que outros líderes o tenham banido face à anexação da Crimeia. Ela conseguiu conter o conflito russo e manter a União Europeia unida nas sansões económicas contra a Rússia", conta o Financial Times.

Sobre a crise da moeda única europeia, o jornal escreve que apesar das críticas dos países do sul da Europa e do apoio dos países do norte, Merkel optou por dizer o menos possível enquanto, "nos bastidores, foi incansável e orientada para o detalhe. Durante o conflito russo debruçou-se sobre mapas militares; com a Grécia, mergulhou no contaminado sistema de pensões e reviu-o linha por linha com o primeiro-ministro grego Alexis Tsipras".

Segundo o jornal "para o melhor ou para o pior, a cautelosa Merkel está corajosamente a transformar o continente. Ainda que falhe, deixou uma marca permanente".

Esta distinção surge depois da Time Magazine ter eleito também a chanceler alemã como personalidade do ano.

 

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