Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Migração: Bruxelas dá apoio adicional de 45,6 milhões à Grécia e Espanha

Depois de um acordo coxo no Conselho Europeu, a Comissão Europeia reforçou esta segunda-feira a ajuda monetária para a Grécia e Espanha devido ao aumento das chegadas de migrantes.

Reuters
Tiago Varzim tiagovarzim@negocios.pt 02 de Julho de 2018 às 13:13
  • Assine já 1€/1 mês
  • 2
  • ...

A política migratória é o assunto do momento na União Europeia. No Conselho Europeu foi visível a tensão, principalmente com o novo Governo italiano a condicionar a gestão migratória dos Estados-membros. Esta segunda-feira a Comissão Europeia decidiu dar um apoio adicional de 45,6 milhões de euros para a Grécia e Espanha numa altura em que aumentam as chegadas a estes dois países. 

Esta ajuda de emergência será divida em 25,6 milhões de euros para Espanha e 20 milhões de euros para a Grécia. O objectivo é auxiliar estes países na resposta aos desafios migratórios que enfrentam.

Em território espanhol a ajuda será direccionada para a costa a sul assim como para as cidades espanholas no Norte de África como Melilha ou Ceuta. O dinheiro será entregue aos Ministérios do Emprego e da Segurança Social e ao do Interior assim como à Cruz Vermelha espanhola. Ao todo, Espanha já recebeu 692 milhões de euros desde 2014.

Em território grego a ajuda será para o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, em específico para a ilha de Lesbos. O objectivo é que este dinheiro seja utilizado para proteger crianças, promover a educação e prevenir comportamentos sexuais violentos. A Grécia já recebeu mais de 1,6 mil milhões de euros desde 2015, segundo a Comissão Europeia. 

Os desafios migratórios continuam a atingir vários países europeus. Recentemente, Espanha acolheu os migrantes a bordo do Aquarius, da organização não-governamental SOS Mediterranée, depois de tanto Itália como Malta terem rejeitado receber.

Desde que o novo Governo tomou posse em Itália que as divisões intensificaram-se. No Conselho Europeu foi visível a intransigência do primeiro-ministro italiano Giuseppe Conte. No final, houve um acordo coxo que definiu que os migrantes resgatados no Mediterrâneo sejam distribuídos por "centros do controlo" (centros de processamento) instalados em Estados-membros que se voluntariem a recebê-los.


Este tema está a criar divisões também no Governo alemão. Depois de ter sido noticiado que o ministro do Interior ameaça a demissão, os conservadores bávaros da CSU garantiram a estabilidade governativa. Ainda assim, a solução da chanceler Angela Merkel de acordos bilaterais de repatriamento não foi suficiente para acalmar o parceiro político pelo que acontecerá uma nova ronda de negociações entre os dois partidos. 

De acordo com os dados divulgados esta segunda-feira, Bruxelas já mobilizou mil milhões de euros em ajudas de emergência relativas à política migratória dentro do actual orçamental europeu (2014-2020). A maior parte deste dinheiro foi entregue aos países mais afectados tais como Itália, Grécia, Bulgária, Croácia, Alemanha, Suécia e Espanha. 

Para o próximo orçamento comunitário, a Comissão Europeia quer duplicar os fundos disponibilizados para este tipo de problema: 10,4 mil milhões para a migração, 9,3 mil milhões para o controlo de fronteiras e 2,5 mil milhões para a segurança interna. Além disso, as agências europeias que gerem as fronteiras e a migração terão, se o novo orçamento for aprovado, um aumento de recursos financeiros de 4,2 para 14 mil milhões de euros.

Ver comentários
Saber mais Espanha Grécia União Europeia refugiados crise migratória migrantes
Mais lidas
Outras Notícias