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Ministra acredita que reforma laboral em Espanha vai travar "hemorragia" do desemprego

Fatima Banez defendeu hoje a reforma laboral em Espanha, garantindo que protege "os direitos do trabalhador" e que permite travar "a hemorragia" do desemprego.

Negócios negocios@negocios.pt 12 de Fevereiro de 2012 às 16:07
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A ministra espanhola do Emprego, Fatima Banez, defendeu hoje a reforma laboral em Espanha, que já mobilizou os sindicatos, garantindo que protege "os direitos do trabalhador" e que permite travar "a hemorragia" do desemprego.

"É uma reforma que aumente a flexibilidade para que, face às dificuldades, as empresas possam adaptar-se à realidade económica e que o despedimento é o último recurso", afirmou numa entrevista ao jornal ABC, citada pela AFP.

"Naturalmente, os direitos do trabalhador permanecem intactos", disse ainda, acrescentando que espera que a reforma laboral permita "travar a hemorragia da destruição do emprego".

Antes da reforma orçamental, que pretende atingir um défice zero em 2020, e da do sector bancário, cujo objectivo é limpar a banca espanhola dos activos imobiliários tóxicos, o governo conservador de Mariano Rajoy apresentou sexta-feira uma nova reforma que ataca um terceiro ponto fraco da economia espanhola: o desemprego, que afectava 22,85 por cento da população activa no final de 2011.

A reforma, que entrou hoje em vigor mas que será ainda debatida pelos deputados, inclui a diminuição das indemnizações por despedimento e medidas para estimular o emprego jovem, uma vez que um em cada dois jovens no activo estão desempregados.

"Em apenas 50 dias, aprovámos três reformas profundas com o objectivo de levar Espanha para o caminho da recuperação económica", afirmou Fatima Banez.

Os sindicatos espanhóis apelaram sábado a manifestação em todo o país a 19 de Fevereiro contra esta última reforma que vai, dizem, "acelerar a destruição dos empregos".

Os representantes sindicais vão ser recebidos segunda-feira pela ministra, que diz contar com a sua "responsabilidade e compromisso num momento tão delicado" como o actual.

Também na segunda-feira, os sindicatos deverão reunir-se com o líder da oposição socialista, Alfredo Perez Rubacaba.

Juan Rosell, presidente da principal organização patronal espanhola, a CEOE, garantiu ao jornal ABC que a reforma representa "um passo em frente, indispensável, muito bem recebido" face à situação "dramática" que Espanha enfrenta.

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