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Parlamento grego começou debate que culmina com a votação do plano de resgate

O parlamento, onde o governo de coligação socialista-conservador de Lucas Papademos detém uma maioria teórica de 236 votos em 300 possíveis, deve votar por volta da meia-noite (22:00 em Lisboa) o projecto de lei.

Lusa 12 de Fevereiro de 2012 às 16:01
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O presidente do parlamento grego, Philippos Petsalnikos, abriu hoje às 12:29 de Lisboa o debate parlamentar sobre o novo plano grego de resgate, cuja adopção é exigida pelos credores internacionais para impedir a bancarrota e manter Atenas no euro.

Num debate convocado com carácter de urgência, o parlamento, onde o governo de coligação socialista-conservador de Lucas Papademos detém uma maioria teórica de 236 votos em 300 possíveis, deve votar por volta da meia-noite (22:00 em Lisboa) o projecto de lei.

O novo plano de austeridade prevê, entre outras medidas, o despedimento de 15.000 funcionários públicos até ao final do ano (150.000 até 2015), uma redução de 22 por cento do salário mínimo, que deverá situar-se perto dos 500 euros, e a liberalização das leis laborais.

De acordo com os serviços do primeiro-ministro, a intervenção de Papademos deverá ocorrer pelas 19:30 locais. Mesmo antes da abertura dos trabalhos e face aos três assentos vazios, foram empossados três socialistas suplentes, em substituição dos deputados que se demitiram nos últimos dias, em protesto contra as medidas impostas pela 'troika' (Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia).

Entretanto, esta manhã demitiu-se um quarto deputado, desta vez conservador, que deverá ser substituído por um suplente mais tarde durante as discussões, disse Petsalnikos.

O presidente do parlamento grego fez votos de "coragem" aos deputados parlamentares, sublinhando que o momento é crucial" para a Grécia.

O primeiro deputado a tomar a palavra foi da bancada do partido comunista da oposição, o KKE, para negar qualquer legitimidade do parlamento em adoptar um programa, assumindo o papel de "carrasco do povo" e exigiu a convocação de eleições.

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