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Passos agradece a "Merkel pela forma como tem ajudado Portugal"

Passos Coelho sublinhou os desenvolvimentos que têm sido conseguidos no programa de ajustamento português, e salientou o "apoio" e a ajuda que a Alemanha tem dado a Portugal. O primeiro-ministro voltou a rejeitar que a culpa da situação portuguesa seja externa, nomeadamente da Alemanha. E reiterou que as medidas de austeridade "são necessárias" para consolidar as contas públicas. Veja o vídeo.

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“Ninguém tem dúvidas, julgo eu, de que todos os processos de ajustamento [que tenham por base medidas de austeridade] têm sempre consequências recessivas. Tenho afirmado que não podemos culpar o remédio pelo estado do doente. Se tivemos no passado políticas que geraram menor competitividade, maior dependência externa e dívidas que nos causaram desequilíbrios profundos, a única maneira de regressar ao mercado é crescer”, afirmou o primeiro-ministro durante a conferência de imprensa em conjunto com Angela Merkel, sublinhando que o caminho “não se faz com políticas que nos conduziram” à situação actual.

“Foi a falta de competitividade que nos trouxe à situação de quase insustentabilidade. Não culpamos os nossos parceiros por esta situação. Os nossos parceiros têm estado a ajudar-nos a superar essa situação”, salientou.

“Medidas que visem consolidar as nossas despesas são inevitáveis”, ainda que “no curto prazo as consequências sejam recessivas.”
“Acreditamos que este é o único caminho que nos conduzirá a um crescimento sustentável. Abdicar deste processo seria não apenas um mau serviço aos portugueses mas também à Europa”


O primeiro-ministro começou a sua intervenção reiterando a “satisfação” por ver Angela Merkel e a sua delegação em Portugal. “Recordo-me da minha primeira viagem a Berlim”, onde Passos Coelho foi dar “conta da perspectiva de um novo Governo em Portugal.”

“Um ano depois tivemos a possibilidade de ver o progresso que fizemos na parte interna, do que se passou com o programa de ajustamento, bem como avaliar as perspectivas para o Conselho Europeu extraordinário [que vai decorrer este mês] e também o trabalho que temos pela frente no Conselho Europeu” de Dezembro e cujo tema central é a União bancária, afirmou Passos Coelho durante a conferência de imprensa conjunta com a chanceler alemã, Angela Merkel.

“Espero que esta visita possa ter contribuído para não apenas tornar mais clara a importância das relações bilaterais entre Portugal e Alemanha, mas também para solidificar no meio empresarial a grande proximidade que existe entre os dois países”, acrescentou, sublinhando que o investimento e a relação comercial entre os dois países “é critica para o processo que estamos a atravessar”.
“Aproveito para saudar a chanceler Angela Merkel pela forma como tem ajudado Portugal, tem sido a Alemanha a dar um apoio importante.” Passos Coelho reiterou que não se pode culpar Angela Merkel sobre a situação portuguesa, salientando que tem encontrado na chanceler “sempre um espirito construtivo e um apoio importante para Portugal.”

(Notícia actualizada às 16h30 com mais declarações)


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