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Passos Coelho disponível para "grande denominador comum entre governo e PS" no Tratado Orçamental

O primeiro-ministro, Passos Coelho, manifestou-se hoje disponível para alcançar "um texto que possa constituir um grande denominador comum entre o Governo e PS" sobre a Europa mas recusou o aval "à visão específica" socialista em matéria europeia.

Lusa 09 de Abril de 2012 às 15:53
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"Estamos disponíveis para poder chegar até a um texto que possa constituir um grande denominador comum entre o Governo e PS sobre a questão da Europa, não sobre um texto que possa ser uma espécie de divisão mais próxima de uma das partes do que das duas", disse Passos Coelho, falando em Maputo, onde hoje iniciou uma visita oficial de dois dias a Moçambique.

"Espero que o PS também tenha abertura para isso", acrescentou o primeiro-ministro.

No domingo, numa declaração enviada à Agência Lusa, o secretário-geral do PS, António José Seguro defendeu que o primeiro-ministro tem de levar em conta as posições do PS, considerando que será um "duro golpe no consenso europeu" um voto contra da maioria à proposta de "acto adicional" ao Tratado Orçamental que os socialistas vão levar ao parlamento.

"Não me passa pela cabeça que o primeiro-ministro dê orientações aos deputados da maioria PSD/CDS para votarem contra a resolução proposta pelo PS", referiu Seguro.

Se tal acontecer, acrescentou o líder socialista, Pedro Passos Coelho "deve assumir as responsabilidades de provocar um duro golpe no consenso europeu que tem vigorado em Portugal e que essa atitude teria consequências graves".

Hoje, em Maputo, o primeiro-ministro disse que "o texto apresentado pelo PS no parlamento é um texto que pode ser discutido concerteza", mas afirmou esperar que o documento "possa realçar sobretudo aquilo que une o Governo e o PS, e não aquilo" que os separa.

"Se a iniciativa do maior partido da oposição for no sentido de apresentar um texto que é a visão específica que o PS tem sobre a Europa, isso não é um consenso sobre a Europa. Para haver um consenso sobre a Europa (o texto) tem que ser alargado aquilo que hoje é a maior expressão europeia, tal como está retratado neste tratado, e também aquela que o governo tem que é muito pró-europeia"
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