Europa Podemos: "Amanhã Espanha vai amanhecer outra"

Podemos: "Amanhã Espanha vai amanhecer outra"

Íñigo Errejón foi o porta-voz do Podemos na reacção às primeiras projecções à boca das urnas. Para o número dois do partido, estão reunidas as "condições para afirmar que encerrámos uma etapa política", o que permitirá mudar Espanha.
Podemos: "Amanhã Espanha vai amanhecer outra"
Reuters
David Santiago 20 de dezembro de 2015 às 20:50

"Amanhã Espanha vai amanhecer outra". Foi desta forma que Íñigo Errejón reagiu às primeiras sondagens que colocam o Podemos como o segundo partido mais votado nas eleições gerais espanholas que decorreram este domingo, 20 de Dezembro.

 

O número dois do partido de extrema-esquerda começou por decretar "o fim do bipartidarismo" tradicional que desde a transição democrática vigorou em Espanha.

 

O Podemos foi o primeiro dos quatro principais partidos a reagir às sondagens, demonstrando clara satisfação e optimismo face à primeira prestação em legislativas do partido nascido em Janeiro de 2014. Errejón lembrou que "é possível protagonizar uma remontada", aludindo às sondagens que colocavam, na sua maioria, o partido em quarto lugar.

 

Para este politólogo de formação, a recuperação do Podemos será durante muito tempo "estudada na história política de Espanha". O bom resultado do partido, garante Íñigo Errejón, vai deixar o Podemos mais próximo "de vencer na próxima década".

 

Para o braço-direito de Pablo Iglesias, independentemente de o Podemos ficar em segundo ou terceiro lugar nestas eleições, há "condições para afirmar que encerrámos uma etapa política da história do pais", o que assegurará a via a "uma nova transição".

 

No entender de Íñigo Errejón, os resultados destas eleições gerais vão constituir um "instrumento de mudança política", mudança essa que, afiança, irá ser sentida já a partir da próxima segunda-feira.

Este membro do Podemos considera ainda que o partido beneficiou, para este resultado em relação ao qual se mostra claramente optimista, dos debates realizados durante a campanha eleitoral. "Foi possível ter um desempenho crucial nos debates", especialmente porque permitiram diferenciar o marketing da realidade uma vez que não houve lugar a perguntas combinadas com jornalistas, sustentou.

"Protagonizámos a melhor campanha eleitoral comparativamente com o resto das forças concorrentes", finalizou.




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