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Polónia profundamente dividida na segunda volta das presidenciais de hoje

Polacos escolhem hoje o futuro presidente do país, com as sondagens a apontarem para um empate técnico entre o presidente cessante, conservador, e o presidente da câmara da capital, liberal. Urnas fecham às 19 horas de Portugal.

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Bartek Sadowski
Lusa 12 de Julho de 2020 às 11:01
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Uma Polónia profundamente dividida vota hoje na segunda volta das presidenciais, em que se defrontam o Presidente cessante, o conservador nacionalista Andrzej Duda, e o presidente da câmara da capital, o liberal europeísta Rafal Trzaskowski.

No cargo há cinco anos, Andrzej Duda, apoiado pelo partido nacionalista eurocético no poder, o Lei e Justiça (PiS), venceu a primeira volta, a 28 de junho, com 43,5% dos votos. O adversário, Rafal Trzaskowski, obteve 30,5%.

As sondagens para a segunda volta dão um empate técnico entre os dois. A realizada sexta-feira pelo instituto Kantar para o canal polaco TVN24, atribui 46,4% das intenções de voto a Trzaskowski e 45,9% a Duda, com 7,7% dos 1.500 inquiridos ainda indecisos. Outra sondagem, do instituto Ibris publicada na quarta-feira, dá igualmente uma vitória à justa ao presidente da câmara de Varsóvia, com 45,3% contra 44,4% para Duda, mas uma taxa de indecisos de 10,3% dos 1.100 inquiridos. Uma terceira sondagem dá a vitória a Adrzej Duda com 53%, contra 47% para Trzaskowski e apenas 3% de indecisos, numa amostra de 1.014 pessoas.

Para os analistas, Trzaskoswki vai tentar captar os eleitores que na primeira volta votaram no independente crítico do sistema Szymon Holownia (13,85%) e Duda os dos que votaram no candidato da extrema-direita Krzystof Bosak (6,75%).

Andrzej Duda conta sobretudo com a base conservadora do PiS, maioritariamente rural, mais velha e menos instruída, tendo feito uma campanha assente nos valores tradicionais e católicos, com ataques aos direitos LGBTI [Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgénero e Intersexo] que passaram nomeadamente por assinar, na segunda-feira, uma emenda constitucional para proibir a adoção por casais homossexuais, que tem ainda de ser aprovada pelo parlamento.

Rafal Trzaskowski, que defende a legalização das uniões civis entre pessoas do mesmo sexo e proclamou em 2019 uma carta dos direitos LGBTI que levou um terço dos restantes municípios, encorajados pelo PiS, a declarar-se "zonas livres de LGBT", manifestou-se contudo agora contra a adoção por casais homossexuais, o que organizações da sociedade civil atribuem ao medo de perder votos.

As assembleias de voto para as presidenciais de domingo vão estar abertas entre as 07:00 e as 21:00 (06:00-19:00 em Lisboa).

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