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Presidente do Chipre diz que vai lutar pela defesa dos pequenos depositantes

Nikos Anastasiades disse hoje que vai lutar para salvar os pequenos aforradores sujeitos às tributações sobre depósitos bancários impostas pelo acordo de resgate financeiro da União Europeia.

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Lusa 17 de Março de 2013 às 20:41
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"Partilho a infelicidade causada pela penosa e difícil decisão, é por isso que vou continuar a lutar no Eurogrupo no sentido de conseguir nas próximas horas emendas às decisões para limitar o impacto junto dos pequenos depositantes", disse Nikos Anastasiades, num discurso ao país difundido através da televisão.

 

O presidente cipriota disse hoje que os impostos sobre os depósitos bancários no Chipre foram a opção "menos dolorosa" do acordo de resgate ao país por parte da União Europeia. "Eu escolho a solução menos penosa e assumo os custos políticos, no sentido de minimizar o mais possível as consequências para a economia e para os cipriotas", afirmou Nicos Anastasiades na mensagem.

 

O governo de Nicósia aceitou na madrugada de sábado o plano de resgate financeiro ao país e que prevê um pacote de medidas que incluem um imposto de 9,9 por cento (%) sobre os depósitos bancários superiores aos 100 mil euros e 6,75% sobre depósitos de valor inferior.

 

Anastasiades instou os partidos políticos do Chipre a ratificarem os termos do acordo com a União Europeia durante a reunião de emergência do Parlamento que está marcada para segunda-feira.

"Peço uma decisão aos partidos e vou respeitar inteiramente a decisão que for tomada, no melhor interesse do povo e do país", disse o presidente.

 

"Espero que juntos, baseados nos factos que vão ser desenvolvidos, tomemos a decisão mais acertada", afirmou o chefe de Estado, acrescentando que "o caminho não vai ser fácil". "A solução a que chegamos não é certamente aquela que queríamos, mas é a menos dolorosa, tendo em conta as circunstâncias", afirmou Anastasiades.

 

O chefe de Estado do Chipre precisa que a legislação sobre o acordo seja ratificada pelo Parlamento antes da reabertura dos bancos, na terça-feira.

 

De acordo com os meios de comunicação social cipriota, o nível de indignação contra o acordo fez com que a discussão parlamentar de emergência que estava marcada para hoje tivesse sido adiada para segunda-feira, feriado no Chipre, sendo que é possível que venha a ser decretado feriado bancário na terça-feira, caso não se venha a verificar acordo no Parlamento de Nicósia.

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