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PSD: "Perdão de dívida é o fim de linha" e "não é solução para Portugal"

Jorge Moreira da Silva defende que a "Europa não tem o direito de falhar" pois não é só a Europa que está em causa.

Negócios com Lusa 19 de Outubro de 2011 às 11:49


O vice-presidente do PSD Jorge Moreira da Silva defendeu hoje que "o perdão de dívida é o fim de linha" e, ainda que possa ser aplicado à Grécia, "não é uma solução para Portugal".

Em declarações aos jornalistas, no final de uma reunião com o primeiro-ministro sobre o Conselho Europeu de domingo, na residência oficial de São Bento, em Lisboa, Jorge Moreira da Silva apontou os "custos reputacionais" de um perdão de dívida e considerou que Portugal "tem todas as condições para cumprir" os seus compromissos internacionais.

"Por facilidade, poderíamos ser tentados a dizer: bom, se a Grécia vai ter um perdão de dívida, o ideal é que Portugal também possa ter esse perdão de dívida. Estamos perante uma falácia, porque o perdão de dívida é o fim de linha, algo a que se deve recorrer se todas as medidas tiverem falhado", declarou o dirigente social-democrata.

"Portanto, diríamos, enquanto PSD, que o perdão de dívida grego não é uma solução para Portugal, não é algo que devamos assumir como uma opção para Portugal, pelo contrário, a opção que Portugal deve continuar a prosseguir é a de cumprir as medidas do memorando de entendimento e de, o mais rapidamente possível, poder aceder aos mercados para se continuar a financiar", acrescentou.

O responsável, sobre a cimeira do próximo Domingo, afirmou que a “Europa não tem o direito de falhar face as espectativas” que estão reunidas, uma vez que “não é só a europa que está em causa”.

Moreira da Silva pediu o reforço das verbas do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF), admitindo que tal implica “negociações complicadas”.

Considerou que a Europa tem de dar “uma resposta a si própria e ao mundo” e mostrar que tem capacidade para “enfrentar problemas difíceis”.

Questionado sobre as críticas ao Orçamento do Estado e à reacção desta manhã do Presidente da República, Moreira da Silva recusou fazer qualquer comentário.

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