Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

PSI-20 cai 20% no terceiro trimestre com BCP a perder metade do valor

O valor das acções do BCP recuou mais de metade em apenas três meses, liderando os recuos entre as cotadas do da bolsa portuguesa. Todas as empresas perderam terreno entre Julho e Setembro. A menor queda é a da Cimpor, com um deslize de 4,73%.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 30 de Setembro de 2011 às 18:36
  • Assine já 1€/1 mês
  • 3
  • ...
O índice de referência da bolsa nacional perdeu um quinto do seu valor no terceiro trimestre de 2011, com todas as cotadas a recuarem no mesmo período.

O PSI-20 cedeu 19,56% do valor entre Julho e Setembro do presente ano. Se no último dia de Junho o índice tinha mais de 7.000 pontos, segue agora na casa dos 5.000 pontos.

No segundo trimestre, o PSI-20 tinha depreciado 5,54%, enquanto que, no primeiro trimestre, o comportamento até tinha sido de uma subida de 2,18%.

O deslize do índice português é superior ao registado pelo Stoxx Europe 600, o índice que reúne 600 empresas do Velho Continente, que desvalorizou 17,11% no mesmo período.

A reunião entre os líderes europeus que aprovou o segundo resgate à Grécia não foi suficiente para impedir uma intensificação da crise da dívida na Europa e dos receios de que os helénicos vão entrar em incumprimento. Ao mesmo tempo, a Espanha e a Itália foram arrastadas para o centro da turbulência.

Durante este período, ganhou expressão o medo de que o crescimento da economia global sofra um abrandamento ou entre mesmo em recessão.

BCP perde 52% em três meses

Na Europa, a sétima empresa que mais afundou foi o BCP, que liderou também as perdas do PSI-20 no terceiro trimestre.

A entidade administrada por Carlos dos Santos Ferreira (na foto) afundou 52,44%. No final de Junho, as acções estavam acima dos 0,40 euros, tendo fechado hoje nos 0,195 euros.

Foi no final do mês de Julho que o BCP anunciou uma nova estratégia de grupo, quando admitiu que se podia vir a desfazer das unidades gregas e polacas.

A banca registou toda um comportamento pior que o do PSI-20, já que, a nível europeu, também foi um dos sectores mais castigados. O Banif cedeu 34,19% e o BPI perdeu 32,81% durante o período em que renovaram mínimos históricos. O BES foi o banco com um desempenho menos negativo, recuando 22,18%.

A Portugal Telecom perdeu exactamente o mesmo que o PSI-20 (19,56%).

No retalho, a Jerónimo Martins perdeu 11,25%, ao passo que a Sonae recuou 27,18%.

Caminho para a privatização impede maiores deslizes na energia

A energia marcou um comportamento menos negativo do que o PSI-20.

A preparação para a privatização da posição estatal da EDP e da REN impediu maiores quedas das empresas. A EDP cedeu 5,47%, enquanto a energética desvalorizou 14,89%. A EDP Renováveis também perdeu 10,09%.

A Galp Energia recuou 16,47%, sendo mais penalizada pelo facto de os preços do petróleo estarem a cair nas últimas semanas. As matérias-primas estão a ser colocadas de lado pelos investidores, numa altura em que estes procuram activos de maior refúgio, que os protejam de um possível abrandamento económico mundial.

Entre as maiores desvalorizações do PSI-20 no terceiro trimestre estiveram a Sonae Indústria (38,10%), a Brisa (36,86%) e a Mota Engil (35,38%). A Cimpor, a perder 4,73%, foi a empresa que foi menos castigada no trimestre.

Ver comentários
Saber mais PSI-20 bolsa nacional BCP BES BPI Banif PT
Outras Notícias