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PSI-20 cai mais de 3% para mínimos de 2009 com todas as cotadas em queda (act.)

Mais uma sessão de mínimos: 11 empresas fecharam em preços a que não registavam há mais de um ano. A Europa fechou toda a cair mais de 3%. Quinze cotadas perderam mais de 1,5%. A Galp Energia caiu mais de 7%, na sua pior sessão desde Novembro de 2008. BCP volta a renovar mínimo histórico.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 04 de Agosto de 2011 às 16:49
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A bolsa nacional fechou novamente no vermelho pelo quinto dia consecutivo. O vermelho carregado tingiu o PSI-20 e levou o índice a um valor em que não fechava desde Abril de 2009. O índice nacional encontra-se na maior série de quedas desde inícios de Março.

O PSI-20 deslizou 3,26% para 6.325,27 pontos, com todas as cotadas a encerrar no vermelho. O índice nacional acompanhou o mergulho no terreno negativo da Europa. O Stoxx Europe 600 perdia 3,05% no fecho da sessão em Lisboa.

A penalizar esteve a Europa, com a conferência de imprensa de Jean-Claude Trichet. O presidente do Banco Central Europeu (BCE) anunciou que a aquisição de obrigações no mercado de dívida secundário não foi uma decisão unânime, entre os líderes europeus, o que trouxe pessimismo aos investidores sobre a união da Europa para resolver a crise da dívida. Ao mesmo tempo, foi anunciado um novo empréstimo aos bancos europeus, com o objectivo de combater as dificuldades que o sector financeiro tem enfrentado, que não trouxe alívio ao sector.

Além disso, também os receios de um abrandamento da economia dos Estados Unidos, ou mesmo a sua entrada em recessão - o economista Martin Feldstein, por exemplo, indica uma probabilidade de 50% para esta entrada - estão a trazer pessimismo aos investidores.

Em Portugal, o destaque da sessão foi a Galp Energia. A petrolífera afundou 7,27% e fechou nos 14,15 euros. A empresa liderada por Ferreira de Oliveira não descia tanto numa sessão desde Novembro de 2008, no rescaldo do choque petrolífero desse ano.

Ainda na energia, a EDP perdeu 0,75% para 2,24 euros, ao passo que a EDP Renováveis cedeu 1,85% para encerrar nos 4,30 euros. A REN, em dia de apresentação de resultados, fechou no valor mais baixo desde que está em bolsa: 2,22 euros. Ainda assim, o mínimo que marcou durante a sessão não é histórico.

BCP em novo mínimo histórico

Na banca, o BCP fechou a cair 0,7% nos 0,284 euros, preço em que nunca tinha encerrado. Contudo, ainda deslizou para os 0,277 euros, um novo mínimo histórico. O BES recuou 2,77% para os 2,35 euros, ao passo que o BPI perdeu 0,11% para 0,901 euros. O Banif encerrou nos 0,51 euros, retraindo 1,92%.

A penalizar o índice esteve igualmente o retalho. A Jerónimo Martins retraiu 2,97% para 12,72 euros, enquanto a Sonae, que fechou num mínimo de Abril de 2009, caiu pela quinta sessão seguida para os 0,572 euros, ao afundar 5,14%.

Nas telecomunicações, a Sonaecom resvalou 4,20% para 1,367. A Zon perdeu 4,12% para 2,654 euros. A operadora de Rodrigo Costa tocou nos 2,611 euros, valor a que não descia desde Setembro de 2001. A PT caiu 2,43% para 5,71 euros, tendo descido aos 5,665, onde não tocava desde Abril de 2009. O HSBC cortou hoje o “target” das últimas duas cotadas para 4,2 e 6,8 euros, respectivamente.

Semapa, Portucel e Cimpor perderam também terreno. A primeira afundou 5,65% para 6,292, mínimo de 2009. O mínimo da Portucel é de 2010. A queda foi de 3,05% para 1,939 euros. Já a cimenteira caiu 3,46% para 4,989 euros. A Altri fechou igualmente em baixa, retraindo 3,43% para 1,324 euros, um mínimo de Agosto de 2009.

Brisa aos níveis dos primeiros dias da bolsa

Ainda a evidenciar-se esteve a Brisa. A concessionária de auto-estradas encerrou aos níveis do seu segundo dia de negociação em bolsa. Fechou nos 2,75 euros, ao depreciar 3,34%. Marca nove sessões de quedas consecutivas. O Goldman Sachs desceu hoje o preço-alvo da empresa para 3,17 euros, para reflectir o agravamento das receitas da empresa.

Por sua vez, a Mota Engil deslizou 0,56% para 1,245 euros mas chegou a cair aos 1,19 euros, mínimo de 2001. A Sonae Indústria caiu para 1,004 euros, com um novo mínimo histórico nos 1,003 euros.

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