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PSI-20 cai pela sexta sessão com Galp a perder mais de 3%

A bolsa nacional fechou novamente no vermelho, com 17 cotadas em queda. Lisboa seguiu o comportamento geral da Europa, que negociou penalizada pelas elevadas "yields" pedidas na dívida dos países do euro. Banca caiu mas BCP contrariou e subiu 4%.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 15 de Novembro de 2011 às 16:45
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A bolsa nacional encerrou hoje em queda pela sexta sessão consecutiva. A Galp Energia foi a empresa que mais pesou sobre o comportamento negativo do índice de referência português.

O PSI-20 cedeu 0,78% para 5.505,89 pontos, encerrando apenas com três cotadas a ganhar terreno. O índice caiu hoje durante a sessão para um mínimo desde Abril de 2003.

Na Europa, o comportamento foi igualmente negativo, com desvalorizações em torno de 1%, num dia em que as preocupações com a dívida dominaram os mercados.

O prémio das rendibilidades exigidas pelos investidores para deterem títulos de vários países da Zona Euro, como França, Bélgica, Espanha e Áustria, em relação aos títulos alemães alcançaram máximos desde a fundação do euro. Os leilões de dívida que se realizaram em vários países do Velho Continente nos dois últimos dias levaram a uma fuga aos activos da região.

Lisboa não escapou a esse sentimento negativo, sendo que a Galp Energia foi a principal responsável por o PSI-20 ter encerrado em terreno negativo. Depois de afundar 10% na sexta-feira e de subir menos de 1% na sessão de ontem, a petrolífera resvalou 3,59% para 12,90 euros, reagindo a várias notas de análise que reviram em baixa o preço-alvo da acção, depois do anúncio da venda de parte do negócio no Brasil.

Em queda esteve também a banca. O BES perdeu 1,57% para 1,25 euros, depois de negociar num novo mínimo histórico nos 1,209 euros. O BPI cedeu 1,2% para 0,41 euros, enquanto o Banif encerrou nos 0,275 euros, perdendo 3,17%.

O BCP contrariou a tendência e conseguiu encerrar a ganhar terreno. O banco liderado por Carlos Santos Ferreira somou 3,77% para terminar nos 0,11 euros.

A contribuir para as perdas esteve também a EDP Renováveis, que perdeu 2,74% para 4,26 euros. Já a casa mãe EDP fechou a ganhar 0,95% para 2,327 euros. A REN depreciou 0,4% para 1,978 euros, também depois de ter caído para um novo mínimo (1,975 euros).

Telecomunicações totalmente a deslizar

Nas telecomunicações, o dia foi negativo para as três cotadas. A Portugal Telecom desvalorizou 1,18% para 4,94 euros, com a casa de investimento do BPI a dizer que o objectivo de 1,5 milhões de subscritores do serviço Meo é “difícil” de concretizar.

A Sonaecom cedeu 3,86% para 1,225 euros. Já a Zon terminou nos 1,885 euros, perdendo 3,83%, depois de resvalar para 1,877 euros, um novo mínimo desde que está em bolsa.

A Sonae recuou hoje 2,42% para 0,483 euros, contrariando a subida de 2,06% da Jerónimo Martins, que colocou as acções da dona do Pingo Doce nos 12,86 euros.

A Brisa cedeu 0,39% para 2,291 euros, num dia em que o Morgan Stanley cortou o “target” da concessionária de auto-estradas para 2,90 euros, em vez dos anteriores 3,30 euros.

Nota ainda para a Sonae Indústria, que afundou 5,02% para um custo por acção nunca antes registado, nos 0,549 euros.

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