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PSOE ocultou dívidas de 29 milhões de euros

O partido socialista espanhol omitiu, nos livros de contabilidade, a existência de dívidas no valor de 29 milhões de euros, relativos aos juros de créditos que o partido contraiu em meados dos anos 80.

Dylan Martinez
David Santiago dsantiago@negocios.pt 21 de Outubro de 2013 às 15:36
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O PSOE terá escondido da sua contabilidade oficial encargos de 29 milhões de euros em juros, que seriam posteriormente perdoados durante o Governo de Luís Zapatero, antigo primeiro-ministro de Espanha. O diário espanhol “ABC” avança que as dívidas provenientes dos juros de quatro empréstimos, que o PSOE mantinha por pagar desde os anos 80, seriam perdoadas pelas várias entidades bancárias.

 

O Tribunal de Contas espanhol revelou que as dívidas do PSOE foram ocultadas da contabilidade oficial do partido ao longo de vários anos, situação que viria a ser resolvida, através de negociação directa com os bancos e que resultaria no perdão das dívidas, no ano de 2006, quando Zapatero comandava os destinos de Espanha.

 

O “ABC” refere que os créditos contraídos nos anos 80 venceram durante o década de 90. Ao longo dos anos 90 o partido socialista espanhol não procedeu ao pagamento de nenhuma das dívidas, pelo que os juros de mora foram aumentando até atingir a cifra de quase 30 milhões de euros. Os quatro empréstimos rondavam os 2,5 milhões de euros, a que seriam somados aproximadamente 20 milhões de euros de juros por falta de pagamento.

 

O PSOE nunca comunicou a existência desta dívida, que só foi conhecida pelas autoridades espanholas quando os bancos, titulares dos créditos, comunicaram em 2006 o saldar da dívida pelo valor inicial, uma vez que os juros seriam perdoados. A negociação foi feita quando Zapatero liderava o executivo espanhol.

 

No entanto, os valores perdoados sobem quando somada a dívida do PSOE basco que também seria incluída na negociação do perdão de dívida em 2006. No total, a negociação a que o PSOE procedeu em 2006 permitiu um perdão de dívida, relativa a juros por não pagamento, que ascendia a cerca de 29 milhões de euros.

 

Os termos em que se procederam as negociações “são desconhecidos”, expressão utilizada pelo próprio Tribunal de Contas. Este tribunal acrescenta ainda que o Governo de Zapatero também conseguiu negociar com os bancos o pagamento de outros 6,44 milhões de euros que permitiram saldar uma dívida que no total ascenderia a cerca de 36,3 milhões de euros.

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