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Putin acusa Turquia de ser "cúmplice" do terrorismo e alerta para "consequências sérias"

O presidente Putin apelida o abate do avião russo de "facada nas costas" por parte da Turquia e avisa que o incidente terá "consequências muito sérias" para as relações entre os dois países. O primeiro-ministro turco fala em cumprimento de um "dever".

Em primeiro lugar surge o presidente russo Vladimir Putin, que “continua a provar que é um dos poucos homens no mundo poderoso o suficiente para fazer o que lhe apetece – e sair impune disso”, escreve a Forbes, fazendo referência ao conflito da Crimeia e aos ataques conduzidos contra o autoproclamado Estado Islâmico na Síria
Bloomberg
Rita Faria afaria@negocios.pt 24 de Novembro de 2015 às 14:31
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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, acusa a Turquia de ser "cúmplice" do terrorismo e alerta que o abate do avião russo junto à Síria terá "consequências muito sérias" para as relações entre os dois países.

"Entendemos que toda a gente tem os seus próprios interesses, mas não vamos permitir que estes crimes aconteçam", declarou Putin, durante as conversações com o rei Abdullah da Jordânia, em Sochi. "Recebemos uma facada nas costas de cúmplices do terrorismo. Não o consigo descrever de outra forma".

O presidente russo confirmou que o avião foi abatido sobre o território da Síria com recurso a um míssil ar-ar de um F-16 turco. A aeronave acabou por cair "em território sírio, a quatro quilómetros da Turquia", segundo Putin, que reitera que "nem os pilotos nem o avião ameaçaram o território da Turquia".

Por isso mesmo, avisa o chefe de Estado da Rússia, as consequências do incidente serão "muito sérias".

"O trágico evento de hoje terá consequências sérias, incluindo para as relações entre a Rússia e a Turquia. Em vez de entrar imediatamente em contacto connosco, tanto quanto sabemos, o lado turco virou-se para os seus parceiros da NATO para discutir o incidente", referiu Putin. "Será que querem pôr a NATO ao serviço do ISIS? Esperamos que a comunidade internacional encontre força para se unir e lutar contra o mal comum".

O primeiro-ministro da Turquia, Ahmet Davutoglu, defende, por seu turno, que o abate do avião russo foi um "dever" relacionado com a defesa do território.

"Queremos que a comunidade internacional saiba que estamos prontos para qualquer tipo de sacrifício quando a segurança e a vida dos nossos cidadãos, e a segurança nas fronteiras estão em causa. O abate de um avião que violou o espaço aéreo turco hoje tem de ser visto também neste contexto", declarou Davutoglu, citado pelo The Guardian. "O mundo precisa saber que é nosso direito internacional e nosso dever nacional tomar medidas contra qualquer pessoa que viole as nossas fronteiras na terra e no ar, apesar das nossas inúmeras advertências".

 

Os militares turcos anunciaram, esta manhã, que haviam abatido o avião russo depois de este ter penetrado o espaço aéreo turco na província de Hatay, perto das 9:20. Os militares garantem que avisaram 10 vezes o avião em cinco minutos, antes de o abaterem. Contudo, a Rússia garante que o SU-24 nunca saiu do espaço aéreo da Síria.

 

Embaixadores dos 28 países-membros da NATO reúnem esta tarde, em Bruxelas (às 16:00 de Lisboa) para discutir o incidente a pedido da Turquia.

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