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"A Europa é um hospital onde não se distinguem os médicos dos doentes"

Félix Ribeiro critica as decisões tomadas em Portugal que, na sua opinião, não tem uma estratégia própria para o futuro.

Rita Faria afaria@negocios.pt 19 de Outubro de 2011 às 15:55
"Nunca queremos admitir que o futuro é plural. O futuro é sempre aquilo que nós gostamos ou aquilo que tememos, e esse enviesamento impede-nos de ser inteligentes", afirmou hoje o economista Félix Ribeiro, no 4º Congresso Nacional dos Economistas, a propósito do futuro da economia portuguesa no médio prazo.

"Tomamos decisões absolutamente inacreditáveis porque não desenvolvemos a prática de lidar com o imprevísivel", acrescentou.

De acordo com Félix Ribeiro, falta a Portugal uma estratégia de futuro, capaz de sustentar a recuperação económica do País, e que seja flexível ao ponto de conseguir enfrentar o que não é possível prever.

"Quem não pensa no futuro é incapaz de desenvolver uma estratégia. É um gestor, mas não é um estratega, e o País precisa de estratégias", salientou o economista.

Com um plano de assistência financeira por cumprir, o economista reconhece que o contexto internacional em muito influencia a performance da economia portuguesa, mas defende que é necessário que o País desnvolva uma estratégia própria.

"A Europa é um hospital, onde não sabemos quais são os doentes e quais são os médicos. Isso deve-nos preocupar porque precisamos de uma estratégia própria", concluiu.

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