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"Portugal não será deixado sozinho com as suas dificuldades"

Angela Merkel ofereceu apoio para que o país se lance num processo de "reindustralização". Em concreto, ajuda na formação profissional e no ajustamento da oferta de educativa, mais virada para as competências técnicas; mas também a experiência do KfW, banco de reconstrução, na criação de um banco de fomento português para ajudar ao financiamento.

"Portugal não será deixado sozinho com as suas dificuldades"
Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 12 de Novembro de 2012 às 18:25
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A chanceler Angela Merkel reconheceu esta tarde que a situação portuguesa é “séria e difícil”, mas assegurou e que Portugal “não será deixado sozinho com as suas dificuldades”, tendo qualificado o país como um “modelo” no sul da Europa e convidado empresários alemães a investir em Portugal, mas também os portugueses a investirem na Alemanha.

“Em todas as áreas o governo português tem tomado decisões importantes e corajosas”, disse, insistindo que é “importante que cada país cumpra a sua parte”, mas que há também uma dimensão europeia de resposta à crise que tem de ser concretizada. “Sejamos inequívocos, se queremos desenvolver a União Europeia precisamos de uma união bancária e de uma coordenação económica muito mais intensa do que no passado”.

Falando perante uma plateia de empresários portugueses e alemães, que estiveram reunidos desde o início da manhã no Centro Cultural de Belém, Merkel citou Jacques Delors para frisar que “uma moeda estável exige uma coordenação política comum”, numa referência à criação de um Governo económico, que assuma, no plano supranacional, competências-chave no domínio orçamental e das políticas económicas.

Tal como fizera na conferência de imprensa após o almoço de trabalho com o primeiro-ministro Passos Coelho, no Forte de São Julião da Barra, em Oeiras, Angela Merkel insistiu que “temos de ter uma Europa mais competitiva”, que não se conforme em alinhar-se pela média, mas pelos melhores.

Nesse contexto, afirmou que Portugal e Alemanha podem trabalhar mais em parceria na formação profissional e na oferta educativa, que considerou factores chave de uma “reindustrialização” capaz de “criar esperança aos jovens e dar-lhes oportunidades” de trabalho.

Reconhecendo que as dificuldades de financiamento são hoje um sério entrave à actividade empresarial em Portugal, Angela Merkel disse ainda estar disponível para apoiar a criação de um banco de fomento em Portugal, replicando a experiência do KfW, banco de desenvolvimento público criado em 1948 para financiar a reconstrução da Alemanha, no quadro do plano Marshall.

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