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Rajoy: Acções de Madrid não são antidemocráticas, o referendo é que é

O primeiro-ministro espanhol reagiu às acusações de totalitarismo feitas pelo líder do governo catalão, ripostando que "radicalmente antidemocrático" é o referendo independentista promovido pelas autoridades catalãs.

David Santiago dsantiago@negocios.pt 20 de Setembro de 2017 às 20:54
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A conferência de imprensa realizada ao início da noite desta quarta-feira, 20 de Setembro, a partir do Palácio da Moncloa (residência oficial do primeiro-ministro espanhol) por Mariano Rajoy não trouxe qualquer novidade. O governo espanhol considera ilegal a realização de um referendo popular sobre a independência da Catalunha e afiança que o mesmo, apesar de agendado para o próximo dia 1 de Outubro, não será realizado.

 

Desde o início deste processo que o referendo é "radicalmente antidemocrático", atirou Rajoy respondendo a Carles Puigdemont, presidente do governo autonómico da Catalunha (Generalitat) que esta tarde considerou a detenção de vários altos dirigentes regionais catalães por crimes de desobediência e prevaricação uma "atitude antidemocrática e totalitária" do governo central de Madrid, assim suspendendo a autonomia da região. 

"Espanha é um Estado democrático e de direito", disse o líder popular para assim justificar as acções da Guarda Civil que esta quarta-feira deteve 14 dirigentes da Generalitat, com Rajoy a notar que nos últimos dias – Madrid também formalizou a tomada do controlo sobre as finanças catalãs, suspendendo a autonomia financeira da comunidade autonómica – ficou provado que a Constituição do reino espanhol fornece os "mecanismos" necessários para garantir o cumprimento da lei e salvaguardar a legalidade.

 


As detenções levadas a cabo pelas forças de segurança servem para "proteger a liberdade dos cidadãos e zelar pelo respeito pelas leis", considerou ainda o líder do governo espanhol para quem a legalidade é o "instrumento" que assegura a "convivência em liberdade".

 

Por outro lado, "a desobediência da lei por parte de um poder público é completamente contrário à democracia", continuou Rajoy num discurso claramente justificativo dos últimos desenvolvimentos registados não apenas em Barcelona e na Catalunha mas também por toda a Espanha. Em Madrid, por exemplo, uma manifestação com centenas de pessoas culminou com o confronto de dezenas de apoiantes da secessão catalã e defensores da integridade do território espanhol.  

 

Rajoy insistiu na "falta de legitimidade" perante a lei dos governantes regionais e locais da Catalunha para seguirem em frente com o referendo independentista, instando-os a não prosseguirem os seus intentos e a regressarem "à lei e à democracia".

 

Dizendo havendo ainda tempo para recuar, o também presidente do PP reiterou o aviso de que Madrid responderá com "firmeza" e de forma "proporcionada" à eventual insistência da Generalitat em realizar a consulta popular de 1 de Outubro, já declarada inconstitucional pelo TC espanhol. 

 

(Notícia actualizada às 21:09)

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