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Receios com a Irlanda levam juros da Europa a subirem

Juros da dívida da Irlanda disparam mais de 27 pontos base. Mas este comportamento está a espalhar-se um pouco por toda a Europa, ainda que de forma menos acentuada.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 16 de Novembro de 2010 às 15:48
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Os juros da dívida irlandesa a 10 anos estão a subir 27,2 pontos base para 8,235%. Enquanto os juros da dívida de mais curto prazo, a dois anos, está a aliviar ao recuar 4,9 pontos base para 5,330%.


Em Portugal, a evolução está semelhante, mas menos acentuada. A taxa de juro das obrigações a 10 anos sobe 3,1 pontos base para 6,770%. Já os juros das obrigações a dois anos avançam 9,4 pontos base para 4,250%, segundo os preços genéricos da Bloomberg.

Em Espanha, a evolução é semelhante, com os juros a 10 anos a subirem 6,5 pontos base para 4,586%, e a dois anos a aumentarem 8,2 pontos base para 2,708%.

Já a Grécia volta a destacar-se com os juros das obrigações a 10 anos a subirem 14 pontos base para 11,561% e no prazo de dois anos a “yield” está a aumentar 13,3 pontos base para 10,880%, depois de ontem o Eurostat ter divulgado que o défice orçamental de Atenas de 2009 é de 15,4% e não 13,6% como revelado no último relatório. Um número que volta a pressionar a Grécia a implementar novas medidas de consolidação orçamental para conseguir atingir as metas orçamentais.

A pressão sobre a Irlanda para um pedido de ajuda está a aumentar e têm sido proferidas várias declarações que vão em sentidos diferentes. Responsáveis da Irlanda rejeitam necessidade de resgate, com o ministro dos Assuntos Europeus da Irlanda, Dick Roche, a afirmar mesmo que “não há razão para accionar um resgate da UE ou do FMI” e a apelar para que os ministros das Finanças, que estão hoje reunidos, “não entrem em pânico” e revelem união e firmeza.

Já o primeiro-ministro irlandês, Brian Cowen, admitiu ontem a possibilidade de recorrer à ajuda para “reforçar a estabilidade financeira e do sector bancário”. Estas declarações surgiram como uma abertura para uma ajuda da União Europeia, numa altura em que a pressão sobre o país está a aumentar, tendo já vários responsáveis europeus apelado e sugerido que a melhor solução para a região seria uma intervenção na Irlanda, cujos problemas no sector financeiro vai elevar o défice orçamental do país para 32% este ano.

O presidente da União Europeia, Herman van Rompuy, lançou hoje um alerta sobre a situação da Zona Euro. "Temos que trabalhar todos em conjunto para permitir que a zona euro sobreviva. Porque se a zona euro não sobreviver, a União Europeia também não sobreviverá", adiantou.

O presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, admitiu que o fundo de emergência da União Europeia seja canalizado apenas para a banca irlandesa. O Comissário Europeu adianta que a UE, o BCE e FMI estão a trabalhar para encontrar uma solução para o sector financeiro irlandês.

E Olli Rehn, o comissário do euro, adiantou aos jornalistas em Bruxelas que a União Europeia, o FMI e o Banco Central Europeu estão a trabalhar em conjunto para encontrar uma solução para o problema da banca irlandesa

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