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Receios de recessão levam bolsas europeias a cair mais de 2%

As acções europeias voltam hoje a perder território com os investidores a recearem que a economia volte a entrar em recessão.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 19 de Agosto de 2011 às 10:37
O índice de referência para a Europa, Stoxx 600, perde 2,37% para 221,32 pontos e as perdas já chegaram a atingir os 3,6%. As quedas de hoje prolongam a perda superior a 4% que o índice registou ontem e que o levaram para um nível que corresponde ao valor de fecho mais baixo desde Julho de 2009.

As principais praças financeiras da Europa também se encontram em queda. O espanhol IBEX recua 2,57% para 8.103,90 pontos e o alemão DAX cai 3,60% para 5.400,97 pontos. O CAC-40 de Paris perde 2,72% para 2.992,30 pontos e o AEC da Holanda deprecia 3,00% para 271,19 pontos.

Entre as cotadas que se destacam está a petrolífera Shell, que perde 2,59% para 1.8795 pence, num dia em que o petróleo se prepara para completar a quarta semana consecutiva de quedas.
O sector automóvel também se está a ressentir dos receios de abrandamento da economia. A Volkswagen cai 3,94% para 97,36 euros e a BMW perde 3,98% para 51,87 euros. O construtor francês Renault cai 4,67% para 25,435 euros e o fabricante de camiões MAN desvaloriza 10,12% para 57,79 euros.

"As pessoas temem uma recessão", disse o gestor de fundos do Royal London Asset Management, Andrea Williams, à Bloomberg. "O segundo receio é na Europa com a crise da dívida: este vácuo político, e a sensação de que eles não estão a fazer o necessário, está a afectar os bancos. Temos estados posicionados defensivamente", acrescentou.

O Citigrou divulgou uma nota de análise em que diz que a economia dos EUA pode crescer menos do que estimado em 2011 e 2012 devido à possibilidade de uma "paralisação política" no combate à crise e implementação de medidas orçamentais contraccionistas. O banco reduziu a previsão de crescimento deste ano de 1,7% para 1,6% e a de 2012 desceu de 2,7% para 2,1%.

A contrariar a descida das acções está a tecnológica Autonomy, que sobe 76% para 25,09 libras esterlinas, depois de ter recebido uma proposta de compra que a avalia em 10,4 mil milhões de dólares pela Hewlett-Packard, que quer aumentar a sua presença no mercado de "cloud computing", ou seja, serviços de armazenagem de dados.

A oferta da HP impulsionou o sector tecnológico europeu e levou o Temenos Group a apreciar 7,3% e a Software AG a valorizar 3,7%.
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