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Referendo na Escócia: Nova sondagem aponta para posições muito próximas

O referendo na Escócia vai realizar-se no próximo dia 18. E as últimas sondagens divulgadas mostram que, apesar de "vencedores" diferentes, as posições estão tão próximas que é difícil prever o resultado final. Os mercados estão a reagir a essa incerteza.

Reuters
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 09 de Setembro de 2014 às 10:48
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Os escoceses estão em contagem decrescente para as urnas. No próximo dia 18 de Setembro, a Escócia vai referendar se quer continuar no Reino Unido ou se quer ser independente. À medida que o "grande dia" se aproxima mais sondagens são divulgadas. Se no domingo, 7 de Setembro, uma sondagem publicada pelo jornal britânico Sunday Times dava conta de uma vitória daqueles que estavam a favor da independência da Escócia (o "sim" obteve 51% das intenções de voto e o "não" 49%), esta segunda-feira à noite, 8 de Setembro, foi revelado uma outra que vai em sentido contrário. Em comum têm o facto de as posições estarem muito próximas.

 

A sondagem da TNS desta segunda-feira mostra que o "não" obteve 39% das intenções de voto. E o "sim" 38% dos votos. Além disso, esta sondagem, e apesar de mostrar que o "não" reúne a maior fatia das posições, revela que o "sim" à independência está a ganhar, cada vez mais, terreno.

 

Por isso, a imprensa britânica, que cita estes resultados, escreve que o escrutínio está "no fio da navalha". "Esta sondagem revela uma mudança notável nas intenções de voto mas os sinais eram evidentes nas nossas últimas sondagens, que indicavam uma liderança do ‘não’ pequena, especialmente entre aqueles que nos disseram que não estavam certos que iriam votar", afirmou Tom Costley, líder da TNS Scotland, citado pela Sky News.

 

As posições estão "muito próximas e ambos os lados vão agora" tentar "dar o máximo nestes últimos dias de campanha e tentar persuadir os eleitores indecisos dos méritos das suas respectivas campanhas", acrescentou.

 

Esta incerteza quanto ao desfecho do referendo tem penalizado os mercados. A possibilidade de a Escócia tornar-se independente pode mesmo fazer com que as empresas e os investidores estabeleçam planos de contingência para fazer face a este cenário.

 

Tal como aconteceu esta segunda-feira, a questão escocesa está a dominar a atenção dos mercados e dos investidores, nomeadamente, no Reino Unido. Os principais índices bolsistas europeus estão a negociar em terreno negativo pressionados, em parte, por esta questão. O britânico Footsie cede 0,20%.

 

E a libra esterlina está a recuar face às principais pares. Por esta altura o dólar, em relação à libra, cede 0,03% para valer 0,6207 libras. Já o euro soma 0,12% para 0,79978 libras.

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