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Reino Unido também vai ajudar Portugal

Os britânicos participarão no resgate europeu a Portugal. Só não o farão a título bilateral, como fizeram com a Irlanda. E não vão fazer parte do MEE.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 08 de Abril de 2011 às 19:24
Os ministros europeus das Finanças, reunidos hoje na Hungria, anunciaram que o Reino Unido também participará na ajuda financeira a Portugal.

Parte do dinheiro destinado ao pacote de resgate a Portugal, que poderá ascender a 80 mil milhões de euros, será retirado do fundo de ajuda temporário que também foi utilizado para a Iralanda e que requer garantias dos empréstimos por parte de todos os Estados-membros, mesmo os que não pertencem à Zona Euro, sublinha a Bloomberg.

Recorde-se que este acordo, assinado pelo então chanceler britânico do Tesouro, Alastair Darling, foi bastante contestado pelo seu opositor e actual ministro das Finanças do país, George Osborne (na foto).

Hoje, Osborne declarou em Budapeste que há três objectivos a serem cumpridos e que foram impostos pelo Reino Unido para o país aceitar os acordos preliminares de ajuda.

“Em primeiro lugar, tem de haver um pacote do FMI para Portugal antes de haver o compromisso de entrada de qualquer dinheiro europeu", referiu, citado pela Bloomberg.

"Em segundo lugar, esclareci que, ao contrário do caso irlandês, o Reino Unido não concederá qualquer empréstimo bilateral a Portugal – o dinheiro dos contribuintes ingleses não será directamente emprestado a Portugal", acrescentou.

E, "em terceiro lugar, confirmámos que, ao passo que o anterior governo se comprometeu com o mecanismo temporário da UE, este novo governo garantiu um acordo mediante o qual o Reino Unido não fará parte do Mecanismo Permanente que entrará em vigor em 2013”, sublinhou Osborne.

O chanceler britânico do Tesouro disse ainda não há grandes riscos de o Reino Unido ter de atribuir dinheiro a Portugal – algo que só aconteceria se o País entrar em incumprimento no pagamento dos empréstimos à União Europeia.

Osborne declarou que considera altamente improvável que Portugal não pague à UE, que a UE não consiga angariar dinheiro suficiente no seu próprio orçamento e que se vire para países como o Reino Unido e França para obter assim capital. “É um risco muito teórico”, afirmou.

Recorde-se que a União Europeia já dispõe há muitos anos de um mecanismo de estabilização financeira para acudir os Estados em situações extraordinárias, que é o MEEF. Este mecanismo não se estendia aos países do euro, mas desde o ano passado que também pode ajudar nações da Zona Euro, tendo o seu orçamento sido elevado para 60 mil milhões de euros – e é no âmbito do MEEF que os não-Euro participam nos resgates.

O FEEF, por seu lado, só foi criado em Maio de 2010, em plena crise grega, podendo angariar até 440 mil milhões de euros. Com a participação do FMI, o total das ajudas ascende a 750 mil milhões de euros. O FEEF será substituído pelo Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) em 2013.

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