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Renzi promete diminuir impostos sobre pensões

No dia em que o seu plano de reforma dos contratos a termo recebeu um voto de confiança no Parlamento, o primeiro-ministro italiano garantiu que vai reduzir o peso fiscal que incide sobre as pensões.

Tony Gentile/Reuters
David Santiago dsantiago@negocios.pt 23 de Abril de 2014 às 18:34
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O primeiro-ministro de Itália, Matteo Renzi, regressou esta quarta-feira, 23 de Abril, ao seu estilo “veloz” e anunciou que o seu Executivo “vai prosseguir” no caminho do desagravamento fiscal, apesar das recomendações europeias indicarem o sentido oposto, preferindo maior atenção ao controlo do défice.

 

“Assumi o compromisso” de reduzir impostos, disse citado pelo “Corriere della Sera”, para especificar o caso concreto que da carga fiscal que incide sobre os pensionistas. No dia em que recebeu um voto de confiança no Parlamento para a reforma laboral, no que concerne aos contratos a termo certo, Renzi anunciou outros dos objectivos para os próximos meses.

 

No entanto e apesar da dívida pública italiana ter voltado a crescer em 2013, de 127% do PIB em 2012 para 132,6% no último ano, Matteo Renzi assegurou que “contudo, sim” referindo-se à capacidade do seu Governo em cumprir com as metas acordadas com as instâncias europeias.

 

O recém nomeado líder do Executivo de Itália adoptou ainda um discurso recorrente em alguns dos líderes europeus. “Itália não corre o risco de ter de reestruturar o seu défice publico como aconteceu na Grécia”, avisou.

 

Sobre a possibilidade de reduzir o salário aos políticos, Matteo Renzi disse “vamos fazer mais do que isso – reduziremos em um terço o número de deputados”, numa alusão à reforma do Senado com que se comprometeu ainda antes de ser indigitado primeiro-ministro.

 

Numa conferência em que respondeu às perguntas de jornalistas e internautas, o primeiro-ministro disse que em relação à aérea Alitalia o Governo está a aguardar a proposta definitiva da Ethiad, e não decidirá nada antes desse momento.

 

Recentemente o Governo italiano reviu em baixa o crescimento para 2014, que deverá situar-se em 0,8%, no entanto Renzi está disposto a avançar com uma baixa generalizada de impostos, tal como se comprometeu quando assumiu o mandato que iniciou à cerca de dois meses.

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