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S&P atribui probabilidade de 40% a uma "recessão profunda" na Europa

Economista-chefe da agência de notação financeira acredita que o BCE terá um papel mais interventivo se receber um compromisso de disciplina por parte dos países do euro.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 08 de Dezembro de 2011 às 11:20
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A Standard & Poor’s diz que são elevadas as probabilidades da Europa entrar numa “recessão profunda” no próximo ano, um cenário que irá provocar “consequências sociais muito sérias”.

De acordo com Jean-Michel Six, economista-chefe da agência de notação financeira, a probabilidade de ocorrer uma “recessão profunda” é de 40%. Os restantes 60% são atribuídos à probabilidade de ocorrer uma recessão ligeira em 2012, seguida de uma recuperação lenta.

Deste modo, nos cenários da S&P, não consta a possibilidade da Europa escapar a uma recessão em 2012. Citado pela Bloomberg numa conferência em Paris, Six justificou que a “crise de confiança”, relacionada com a crise do euro, contribui de forma decisiva para o corte nos gastos dos consumidores e do investimento das empresas.

A agência ameaçou esta semana cortar o “rating” de 15 países do euro, do fundo de socorro do Euro e da própria União Europeia, caso da cimeira europeia que tem hoje início não saiam medidas concretas e abrangentes para combater a crise.

Na mesma conferência, Six defendeu que o BCE pode vir a ter um papel mais interventivo na crise da dívida, intensificando a compra de obrigações soberanas no mercado secundário, mas para isso o banco central terá antes que receber um forte compromisso dos países do euro, de que vão controlar os seus défices orçamentais.

O BCE está “perfeitamente consciente da seriedade da situação e dos riscos de recessão no próximo ano, mas não pode ter uma grande intervenção até ver um compromisso real por arte dos governos europeus”, disse Sex, lembrando que o que se passou com a Itália no Verão “foi uma experiência traumática”.

O Governo de Berlusconi assegurou ao BCE que iria implementar mais austeridade, em troco duma intervenção do banco central, mas depois não aprovou medidas nesse sentido.
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