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Sarkozy: Europa deve mobilizar-se para "salvar o euro"

O presidente francês considera que as instituições europeias deverão mobilizar-se para "salvar o euro.

Lusa 16 de Janeiro de 2012 às 11:42
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O presidente francês, Nicolas Sarkozy, considera que as instituições europeias deverão mobilizar-se para "salvar o euro", depois do corte das notações de risco decididas na sexta-feira pela Standard & Poor's contra nove países europeus, entre os quais a França.

Sarkozy manifestou numa entrevista concedida ao diário espanhol ABC, citada pela agência Efe, a esperança de que a decisão da agência de notação financeira "não constitua mais uma dificuldade" para os países da zona euro que iniciaram as reformas necessárias e que, no seu entender, devem dar mostras de "valentia e coragem".

O chefe de Estado francês considerou que ninguém pode saber com certeza quando se sairá da crise económica, mas sustentou que a partir de agora o controlo económico da zona euro "estará assegurado" pelas reuniões regulares que os chefes de Estado e de governo manterão para criar uma verdadeira convergência económica.

"A disciplina orçamental é indispensável, porque quando se partilha uma mesma moeda as decisões de uns repercutem-se nos outros", afirmou Nicolas Sarkozy, acrescentando que os países que não cumpram o objetivo de reduzir o défice abaixo dos três por cento "serão sancionados de forma muito mais automática" a partir de agora.

"Estamos a proceder a uma verdadeira refundação da zona euro, que permitirá tirar todas as conclusões da crise" para que "as mesmas causas não voltem a ter os mesmos efeitos", afirmou o presidente francês.

Em relação à taxa sobre todas as transacções financeiras, considerada "absolutamente fundamental para a França", Sarkozy defendeu com contundência que "os países que contribuíram para afundar o mundo na crise têm que contribuir para a recuperação da economia mundial".

O chefe de Estado francês mostrou-se convencido que de Paris faz bem em adiantar-se e começar a aplicar a taxa às entidades financeiras já este ano, uma iniciativa que, acredita Sarkozy, deverá estender-se primeiro aos países europeus e depois ao resto do mundo.

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