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Sarkozy pede "sangue frio" perante decisão da S&P que "não muda nada"

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, pediu hoje "sangue frio" perante a decisão da Standard & Poor's de baixar o rating da maioria dos países da zona euro, incluindo a França, afirmando que a avaliação "não muda nada".

Lusa 16 de Janeiro de 2012 às 16:16
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O presidente francês, Nicolas Sarkozy, pediu hoje "sangue frio" perante a decisão da Standard & Poor's de baixar o rating da maioria dos países da zona euro, incluindo a França, afirmando que a avaliação "não muda nada".

"Temos que reagir a estas decisões com sangue frio, dando um passo atrás. Isto não muda nada. Temos que reduzir o nosso défice, os nossos gastos, melhorar a competitividade das nossas economias, para encontrar o caminho do crescimento", afirmou em Madrid.

"Não tenho intenção de ter em conta o que dizem uns ou outros, mas sim a economia real. Demasiado défice, demasiados gastos e sem crescimento suficiente. Esse é o problema da zona euro", considerou, em conferência de imprensa conjunta com o presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy.

Nicolas Sarkozy e Mariano Rajoy estiveram hoje reunidos durante cerca de uma hora no Palácio da Moncloa, sede do Governo em Madrid, antes de participarem numa curta conferência de imprensa conjunta.

Questionado sobre o impacto da decisão da S&P -- que baixou o rating de nove países da zona euro, retirando a nota máxima à França -- Sarkozy insistiu que "em França, como imagino que em Espanha, não são as agências de qualificação que definem as agendas económicas".

"Se me permitem, quero mencionar a falta de sangue frio de todos os que reagiram de outra forma, na sexta-feira, e que hoje estão tão calados. A política económica dos grandes países não se define desta forma", disse.

Como exemplo recordou que "uma agência" baixou a nota máxima de França na sexta-feira "mas hoje outra reafirmou que França está bem e mantém o AAA", a nota máxima.

Ao mesmo tempo Sarkozy recordou a interligação entre todas as economias europeias, insistindo que um problema em Espanha ou Itália afeta França e que um problema em França afecta a Alemanha e vice-versa.

Opinião ecoada por Mariano Rajoy, que afirmou que apesar do seu Governo estar "atento" ao que está a acontecer "o importante é que a Europa actue, e que cada país marque o seu próprio caminho".

"No nosso caso, a redução do défice público e as reformas estruturais como a reforma laboral, o setor público e o sistema financeiro", considerou.

"Estamos atentos a tudo o que está a acontecer. Importa-nos muito o que diz toda a gente. Há algumas notícias boas e outras menos boas. Mas se nós, os países da UE, cumprirmos o nosso dever e o Conselho Europeu fizer as coisas com rapidez, sentido comum e agilidade, vamos superar esta crise e não em muito tempo", disse Rajoy.

Sarkozy defendeu ainda uma maior aposta no reforço da competitividade e do crescimento económico, afirmando que a saída da crise não passa apenas pela austeridade.

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