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Schaüble: Grécia não pode ser um "poço sem fundo"

Como condição para a nova ajuda, o ministro alemão mencionou a necessidade que se coloquem em prática as medidas que constam nos programas de ajustamento já acordados.

Lusa 12 de Fevereiro de 2012 às 16:05
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O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schaüble, disse hoje que a Grécia não pode ser "um poço sem fundo", pedindo ao governo de Atenas medidas concretas e advertindo que "promessas não bastam".

Numa entrevista hoje publicada pelo jornal alemão "Welt am Sonntag", no mesmo dia em que o Parlamento grego debate a aprovação das medidas que deverão garantir a disponibilização da segunda tranche de ajuda europeia e do FMI, o governante alemão afirmou que "a Grécia não pode ser um poço sem fundo". Segundo Schaüble, que comentava a possibilidade de haver um segundo pacote de ajuda à economia helénica, "os gregos têm que o fechar e, nesse caso, poderá ser metido algo lá dentro".

Como condição para a nova ajuda, o ministro alemão mencionou a necessidade que se coloquem em prática as medidas que constam nos programas de ajustamento já acordados.

O responsável disse mesmo que a salvação da Grécia é um processo mais difícil do que o da reunificação alemã, porque "a ideia de que algo tem que mudar ainda não chegou a muitos" cidadãos gregos.

Quanto à eventual saída da Grécia da zona euro, Schaüble referiu que isso é algo que está nas mãos dos próprios gregos, mas considerou que, "no caso de isso acontecer, o que a maioria não acredita, a Grécia continuará a ser parte da Europa".

Porém, segundo o político, o Governo alemão quer evitar esse cenário, "mas não se pode transmitir aos gregos a sensação de que não se devem esforçar". Schaüble reforçou que "cada um é responsável por si mesmo".

Também o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Guido Westerwelle, manifestou opiniões idênticas ao seu homólogo das Finanças, em declarações que serão reproduzidas na revista "Der Spiegel" na edição da próxima semana.



"Não é suficiente aprovar programas de reforma. É preciso que começar a realizá-los. Não no futuro, mas agora", afirmou Westerwelle.

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