Europa Schäuble: Portugal "tem de fazer tudo para responder à incerteza dos mercados"

Schäuble: Portugal "tem de fazer tudo para responder à incerteza dos mercados"

Pelo segundo dia consecutivo, o ministro das Finanças alemão fez questão de sublinhar "preocupação" com a subida dos juros da dívida portuguesa.
Schäuble: Portugal "tem de fazer tudo para responder à incerteza dos mercados"
Catarina Almeida Pereira 12 de fevereiro de 2016 às 13:51
Pelo segundo dia consecutivo, o ministro das Finanças alemão fez questão de referir a situação portuguesa. De acordo com a agência Bloomberg, Wolfgang Schäuble revelou "grandes preocupações" com a subida dos juros da dívida.

"Portugal tem de fazer tudo para responder à incerteza nos mercados financeiros", afirmou, citado pela Bloomberg. O país ainda não tem "resiliência", acrescentou.

Já esta quinta-feira o ministro das Finanças alemão tinha referido que Portugal deve manter o "anterior" rumo, porque "os mercados já estão nervosos". "Encorajamos fortemente os nossos colegas portugueses a não se desviarem do rumo bem-sucedido que vinha sendo seguido", disse Wolfgang Schäuble, antes de uma reunião do Eurogrupo.

Também na quinta-feira o ministro alemão salientou que "estamos atentos aos mercados financeiros e Portugal deve estar ciente de que pode perturbar os mercados financeiros se der impressão de que está a inverter o caminho que tem percorrido". Citado pela Lusa, Schäuble afirmou que este cenário "será muito delicado e perigoso para Portugal".

As declarações do ministro alemão esta sexta-feira surrgem numa altura em que a taxa de juro das obrigações portuguesas a 10 anos está a aliviar da escalada da véspera, com a "yield" a baixar da fasquia dos 4%. Ontem tocou em máximos de Março de 2014 acima dos 4,5%. 

O ministro alemão não foi o único a mostrar-se preocupado com a escalada dos juros da dívida portuguesa. Jeroen Dijsselbloem, presifedente do Eurogrupo, disse na quinta-feira que o governo português tem de estar "preparado para fazer mais, se tal se revelar necessário" de modo a evitar derrapagens nas contas do Estado e que a pressão dos mercados é "outra razão para [o governo] estar comprometido com a orientação das políticas económicas e as regras orçamentais europeias".

De Bruxelas veio o aviso, pela voz do comissário dos Assuntos Económicos Assuntos Económicos, Pierre Moscovici: "É do interesse de Portugal sossegar os investidores".

Já o ministro das Finanças português, Mário Centeno, defendeu, em entrevista à CNBC, que é necessário comunicar com os mercados para os assegurar do compromisso com o processo de consolidação orçamental. 

(notícia actualizada às 14:15 com mais declarações e título alterado)



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