Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Seguro defende sanções para países do euro com excedentes financeiros que recusem dinamizar a economia

"É tão importante exigir consolidação aos países que têm desequilíbrios nas suas contas públicas como exigir aos países que têm excedentes nas suas contas públicas que coloquem esse dinheiro para dinamizar o consumo interno", disse o líder do PS.

Seguro defende sanções para países do euro com excedentes financeiros que recusem dinamizar a economia
Lusa 05 de Dezembro de 2011 às 12:36
  • Partilhar artigo
  • 19
  • ...
O secretário-geral do PS, António José Seguro, defendeu hoje aplicação de sanções para os Estados-membros da zona euro com excedente financeiro e que depois se recusem a aplicar esse dinheiro na economia.

A ideia de António José Seguro foi assumida numa conferência promovida pelo Diário Económico, depois de também ter apoiado as correntes a favor da possibilidade de o Banco Central Europeu (BCE) emitir moeda e de um acordo em torno da emissão de eurobonds.

"É tão importante exigir consolidação aos países que têm desequilíbrios nas suas contas públicas como exigir aos países que têm excedentes nas suas contas públicas que coloquem esse dinheiro para dinamizar o consumo interno e, por essa via, ajudarem a estimular o sector exportador de países como Portugal", disse.

Interrogado se um país da União Europeia tem ou não o direito de poupar e de acumular excedentes, o líder socialista contrapôs que as economias "são mais dinâmicas se viverem em equilíbrio".

"O que assistimos na zona euro é a desequilíbrios profundos. Para se promover o equilíbrio, não se pode fazer tudo só à custa do sacrifício das pessoas e da economia, mas também por via do estímulo e do dinamismo dessa mesma economia", sustentou.

Para António José Seguro, neste momento, "verifica-se um egoísmo claro em relação às opções políticas que estão a ser tomadas".

"Considero que a Europa não pode ter um olhar parcial - e falo nisso em relação ao sistema fiscal da União Europeia e da necessidade de crescimento", disse, antes de exigir mudanças ao nível da actuação do BCE.

"O BCE é o único banco central do mundo sem poder para emitir moeda. Sou contra o facilitismo e contra a ideia de se emitir moeda sem limite, mas o preço a pagar por um pouco mais de inflação é muito menor do que os efeitos das atuais políticas recessivas", sustentou o secretário-geral do PS na sua intervenção inicial.

Ver comentários
Saber mais Seguro Orçamento
Outras Notícias