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Sócrates define tratado como "prioridade das prioridades"

O primeiro-ministro, José Sócrates, definiu a negociação e a conclusão do tratado como "a prioridade das prioridades" da presidência portuguesa da União Europeia (UE), que Portugal hoje assumiu por seis meses.

Negócios com Lusa 01 de Julho de 2007 às 17:18
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Na Sala Tejo do Pavilhão Atlântico, sede da presidência, em Lisboa, José Sócrates sentou-se no centro de um palco, rodeado pelos jovens dos 27 países da NUnião, para discutir "A tua Europa, o teu futuro" - o acto inaugural e simbólico da presidência portuguesa.

Presidente do Conselho Europeu, que reúne os chefes de Estado e de Governo da UE, desde as 00:00 de hoje, de calças de ganga e sem gravata, como os restantes ministros presentes - Luís Amado (Negócios Estrangeiros) e Pedro Silva Pereira (Presidência) -, José Sócrates definiu o tratado como "prioridade das prioridades" do seu trabalho.

E o primeiro-ministro português acredita que a conclusão do processo será possível até Dezembro, final da presidência, porque nota "empenhamento dos líderes europeus" nesse sentido.

"O tratado será um sinal de confiança na Europa. Um sinal de que está mais forte e está a crescer", disse.

Já no período de perguntas e respostas, em que mais uma vez o tratado foi tema, o primeiro-ministro português afirmou que, com o tratado reformador, "menos federalista", que sucede à falhada constituição europeia, a Europa "ficará um pouco melhor" e dará "melhores condições de funcionamento" à UE.

"Não digo que se resolvam os problemas todos, mas que ficará melhor, sim, ficará", acrescentou.

Ou, dito de outra maneira: "A Europa não ficará perfeita, não falará a uma só voz, mas ficará melhor. Depois do tratado, ficaremos melhor".

Uma das "inovações" do tratado, exemplificou, tendo em conta o mandato recebido na Cimeira de Bruxelas, no final da presidência alemã, é a referência aos direitos fundamentais.

"Pela primeira vez há uma referência à cidadania europeia, uma questão a que os jovens são sensíveis, o que permite que qualquer pessoa reivindique os seus direitos juntos dos tribunais europeus", argumentou.

José Sócrates falou ainda das alterações climáticas, um "combate que a Europa tem que liderar", do futuro e da aposta dos jovens na educação, no conhecimento e na inovação, ou ainda da possibilidade de adesão da Turquia.

Sem entrar em pormenores, o primeiro-ministro admitiu que existem problemas e que "há um longo caminho" para a Turquia cumprir os critérios de adesão ao clube europeu. Para ilustrar o projecto europeu aos jovens, grande parte deles estudantes do programa Erasmus, José Sócrates citou o espanhol Ortega y Gasset para dizer que a Europa é um enxame de abelhas num só voo e que o difícil, diz Sócrates, é "manter as abelhas unidas no voo".

Os jovens presentes no debate com o primeiro-ministro português participam actualmente no programa Erasmus da União Europeia, através do qual muitos milhares de jovens europeus já tiveram experiências de ensino em universidades de outros Estados da UE.

Apresentando-se como um político europeu, Sócrates olhou a plateia, com os 27 jovens, e definiu-os como "a geração Europa", que nasceu em democracia.

À tarde, Sócrates segue para o Porto, onde o arranque da terceira presidência portuguesa da UE é hoje assinalado oficial e simbolicamente com um concerto, ao fim da tarde, na Casa da Música, que terá como estrela a maior soprano portuguesa, Elisabete Matos, e a que assistirão todos os comissários europeus da equipa de Durão Barroso e os membros do Governo de Lisboa, entre outras individualidades.

Portugal assumiu hoje, e até 31 de Dezembro próximo, a presidência do "bloco comunitário europeu", actualmente com 27 países membros, naquela que será a maior operação político-diplomática e de segurança jamais organizada e conduzida pelo país.

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