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Sondagem: PP voltaria a vencer as eleições, mas Podemos ficaria à frente do PSOE

A sondagem do CIS mostra que se houvesse novas eleições em Espanha, os populares voltariam a vencer, embora o Podemos ficasse agora à frente do PSOE. Sánchez e Rivera já estiveram reunidos, e vão negociar acordo de legislatura.

David Santiago dsantiago@negocios.pt 04 de Fevereiro de 2016 às 14:41
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A primeira sondagem realizada pelo CIS desde as eleições gerais espanholas de 20 de Dezembro mostra que se houver novas eleições o PP voltará a vencer. Segundo o estudo de opinião publicado esta quinta-feira, 4 de Fevereiro, pelo El País, se o actual quadro parlamentar não permitir encontrar uma solução de Governo, obrigando ao agendamento de novas eleições gerais, o resultado será muito idêntico ao verificado há um mês e meio.

 

Os populares liderados pelo agora primeiro-ministro em funções, Mariano Rajoy, alcançariam 28,8%, ligeiramente acima dos 28,7% registados nas últimas eleições. Contudo, o dado mais relevante deste estudo de opinião passa pela troca de posições entre PSOE e Podemos.

 

Ao contrário do que sucedeu em Dezembro, se fossem realizadas novas eleições seria o Podemos (junto com as confluências apoiadas pelo partido na Galiza, Catalunha e Valência) a ficar em segundo lugar com 21,9%, mais de um ponto percentual acima dos 20,7% obtidos no último acto eleitoral. Já o PSOE ficaria na terceira posição com 20,5%, menos 1,5 pontos face às eleições de 20 de Dezembro.

 

Já o Cidadãos manteria a quarta posição, embora registando também uma descida de 13,9% para 13,3%. Por fim, a Unidade Popular, cujo líder, Alberto Garzón, recolhe o melhor índice de popularidade entre os líderes políticos espanhóis, à frente de Albert Rivera, líder do Cidadãos, que perdeu a posição cimeira mantida até às últimas eleições.

 

A sondagem foi conduzida entre os dias 2 e 11 de Janeiro, num momento em que se desconheciam ainda os resultados da primeira ronda de audições do rei Felipe VI aos partidos com assento parlamentar.

Mariano Rajoy rejeitou, por considerar não dispor dos apoios necessários, a responsabilidade de se apresentar perante o Congresso (equivalente à Assembleia da República) para tentar ser investido primeiro-ministro, tendo Felipe VI avançado para uma segunda ronda de auscultação aos partidos.

 

Também não se sabia ainda da disponibilidade do Podemos, evidenciada ao rei pelo seu secretário-geral, Pablo Iglesias, para integrar um governo de coligação com os socialistas. Entretanto, o secretário-geral socialista, Pedro Sánchez, aceitou, na terça-feira, a responsabilidade de tentar formar governo, tendo encetado, já na última quarta-feira, negociações com "todas" as forças políticas.

cotacao Se o PP e o PSOE não abandonarem a guerra fria não haverá acordo. Albert Rivera Líder do Cidadãos 

Sánchez e Rivera vão negociar acordo de legislatura

 

Esta quinta-feira, começou com o aguardado encontro entre Pedro Sánchez e Albert Rivera. Isto depois de o líder socialista ter previamente revelado que iniciaria conversações com o Cidadãos antes do Podemos. No final do encontro, os dois líderes anunciaram que serão criadas duas equipas para negociarem um acordo de legislatura assente em cinco pilares: combate ao desemprego; regeneração democrática e combate à corrupção; reforma da Constituição; políticas económicas e fiscais; papel de Espanha na União Europeia.

 

Mas apesar destes cinco eixos identificados, Sánchez e Rivera concordaram também sobre a necessidade de "dar prioridade aos principais problemas de Espanha: o desemprego e a corrupção".

 

Findo o encontro, Rivera afirmou que "o Cidadãos procura um consenso, reformas e calendário de execução", mas avisou que "se o PP e o PSOE não abandonarem a guerra fria não haverá acordo". Contudo, o líder socialista já disse, através da sua conta no Twitter, que falará com Rajoy na próxima semana, afiançando, porém, que a "regeneração pedida pelos espanhóis passa necessariamente por o PP ir para a oposição".

 

Já esta semana, depois do encontro mantido com Felipe VI e quando ganhava força a possibilidade de o monarca espanhol atribuir a responsabilidade de formar governo a Sánchez, Mariano Rajoy rejeitou viabilizar qualquer tipo de solução governativa que não integre o PP e que não seja por si próprio chefiada.

 

O líder do PSOE recusa aliar-se ao PP, mas um acordo com o Cidadãos também não basta para chegar à maioria. E tendo em conta que Podemos e Cidadãos rejeitam mutuamente participar de alianças que incluam ambos os partidos, o cenário de novas eleições continua em cima da mesa.

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