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Teixeira dos Santos garante que Portugal não precisará de recorrer ao fundo de resgate

Fernando Teixeira dos Santos volta às entrevistas. Depois da Lusa e da Reuters esta manhã, hoje à tarde falou com a Bloomberg. E garantiu que Portugal não vai precisar de recorrer aos fundos da UE.

Negócios negocios@negocios.pt 10 de Setembro de 2010 às 15:24
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O ministro português das Finanças declarou hoje, em entrevista à Bloomberg, que Portugal não precisa de recorrer ao fundo de resgate da Zona Euro, mesmo depois de os juros da dívida terem disparado para um recorde.

“Já financiámos perto de 90% das nossas necessidades para este ano”, disse Teixeira dos Santos à Bloomberg TV em Hong Kong. “Não há qualquer necessidade de bater à porta de qualquer tipo de programa especial de resgate”, acrescentou.

A crise da dívida europeia despoletada pela Grécia elevou os custos de financiamento dos países mais endividados da Zona Euro e a capacidade de os seus respectivos governos financiarem resgates da banca, salienta a Bloomberg.

Teixeira dos Santos referiu que os investidores continuam a comprar dívida portuguesa, sublinhando que os recentes leilões de dívida tiveram uma procura superior à oferta.

“Os mercados asiáticos em geral estão agora a comprar mais dívida pública portuguesa do que era costume”, salientou o ministro das Finanças. “Tivemos emissões de dívida em que 19% da procura total foi subscrita por investidores asiáticos. Trata-se de uma evolução que nos tranquiliza”, disse.

O governante português realçou ainda que não percepciona riscos de incumprimento da dívida por qualquer Estado europeu. “O risco parecia maior há alguns meses. Congratulo-me com o facto de os nossos pares gregos estarem a conseguir cumprir as suas metas”, afirmou Teixeira dos Santos à Bloomberg.

O Banco de Portugal referiu em Julho que o crescimento poderá desacelerar para 0,2% em 2011, contra 0,9% este ano. O governo prevê um crescimento económico de 0,7% para este ano.

“Neste terceiro trimestre, não temos sinais negativos que apontem para a necessidade de qualquer substancial revisão em baixa”, declarou Teixeira dos Santos. “Fecharemos o ano com números muito melhores do que aquilo que esperávamos. É uma boa notícia”, concluiu.

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