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Todo o PP-Valência está sob investigação por suspeitas de corrupção

Os três níveis de poder do PP na comunidade valenciana estão sob investigação das autoridades. Há suspeitas de financiamento ilegal e branqueamento de capitais nas autarquias, governos provinciais e autonómico do PP-Valência.

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David Santiago dsantiago@negocios.pt 28 de Janeiro de 2016 às 14:05
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É o mais recente golpe à credibilidade do PP, partido que nos últimos anos se viu envolvido numa série de casos relacionados com práticas de corrupção. Agora as suspeitas recaem sobre os três níveis de poder exercido pelo PP na região autonómica de Valência.

 

O El País noticia esta quinta-feira, 28 de Janeiro, que o PP-Valência está a ser investigado por suspeitas de branqueamento de capital e financiamento ilegal. Em causa estão autarquias, executivos provinciais e ainda as estruturas autonómicas dos populares na comunidade valenciana.

 

No âmbito da "Operación Taula", estão a ser investigadas alegadas comissões de 3% pagas ao PP por empresas cujos serviços eram adjudicados pelas administrações detidas pelos populares na região de Valência. Em causa estão também serviços prestados ao próprio partido.

 

No âmbito desta investigação, na passada terça-feira foram detidas 24 pessoas, num total de 29 que estão sob investigação, todas ligadas ao PP-Valência, com destaque para Alfonso Rus, ex-líder do PP em Valência, antigo presidente da assembleia daquela região, entre 2007 e 2015, e Rita Barberá, anterior presidente da câmara de Valência e actual senadora.

Também no centro da investigação está María del Carmen García Fuster, responsável pela gestão económica do grupo parlamentar do partido na região, Juan José Media, responsável pelas campanhas eleitorais na comunidade valenciana, e David Serra, coordenador da acção do PP em Valência e que já está foi constituído arguido no âmbito do caso Gürtel.

 

Ao longo dos últimos anos o PP tem enfrentado inúmeras polémicas relacionadas com temas de corrupção, com especial incidência na região autonómica de Valência como o demonstra o caso Gürtel. Há também a questão relacionado com o caso Barcenas, nome do antigo tesoureiro do PP que também é suspeito de corrupção.

 

Numa altura em que Espanha continua sem Governo à vista, os argumentos de que o PP e o próprio líder do partido, Mariano Rajoy, compactuaram com os fenómenos de corrupção que afectam o partido estão a ser utilizados por forças como o PSOE, o Podemos e até mesmo o Cidadãos como razões para que os populares não continuem no poder.

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