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Troika regressa a Atenas para decidir se passa novo cheque

Os representantes da troika preparam-se para regressar a Atenas para avaliar a aplicação das reformas. Há medidas ainda por aprovar. Se houver fumo branco, os europeus poderão passar um novo cheque na próxima semana, mas a grande transferência só poderá ser decidida em Novembro.

Reuters
Negócios com Lusa 19 de Outubro de 2015 às 18:24
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A equipa de representantes dos credores da Grécia é esperada esta semana em Atenas para avaliar a aplicação das reformas exigidas para que prossiga a ajuda financeira ao país, indicou nesta segunda-feira, 19 de Outubro, o Ministério das Finanças grego.

 

Segundo as autoridades helénicas, Declan Costello, da Comissão Europeia, Rasmus Rüffer, do Banco Central Europeu (BCE), Nicola Giammarioli, do Mecanismo Europeu de Estabilidade, e Delia Velculescu, do Fundo Monetário Internacional (FMI) devem reunir-se com o ministro das Finanças, Euclid Tsakalotos (na foto), e outros responsáveis gregos.

 

Os encontros vão decorrer entre quarta-feira e sexta-feira, disse em Bruxelas a porta-voz da Comissão Europeia para os Assuntos Económicos, Annika Breidthardt. A Bloomberg escreve que a legislação aprovada na passada sexta-feira no parlamento grego ainda não cumpre a lista de requisitos que havia sido negociada entre as partes a troco da transferência de mais dois mil milhões de euros, mas já levou o sindicato do sector privado GSEE a lançar um apelo para uma greve geral em 12 de Novembro.

 

Atenas recebeu em Agosto uma primeira tranche de 13 mil milhões de euros de um empréstimo total de 86 mil milhões que será desembolsado ao longo de três anos. Este dinheiro será utilizado para cobrir parte do défice do Estado grego ainda previsto para este ano e sobretudo para o reembolso de dívidas contraídas no passado pela Grécia junto do FMI e, indirectamente, do BCE.

 

A grande transferência de 25 mil milhões de euros destinada a uma nova recapitalização da banca grega está dependente da conclusão do processo de análise do BCE sobre a viabilidade dos quatro maior bancos e da capacidade de o governo aprovar e implementar as medidas previstas para este ano e para os próximos. A primeira avaliação deste programa de assistência, o terceiro desde 2010, estava prevista para Outubro, mas devido à antecipação de eleições só poderá agora ocorrer em Novembro. Só então poderão também ser encetadas negociações sobre uma nova reestruturação da dívida pública, como pretende Atenas.

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