Europa Tsipras anuncia aumento do salário mínimo na Grécia para 650 euros

Tsipras anuncia aumento do salário mínimo na Grécia para 650 euros

O primeiro-ministro grego confirmou a subida do salário mínimo já a partir de fevereiro. O rendimento mínimo mensal sobe para 650 euros e é extinguida exceção que permitia pagar salário mínimo mais baixo a menores de 25 anos de idade.
Tsipras anuncia aumento do salário mínimo na Grécia para 650 euros
Reuters
David Santiago 28 de janeiro de 2019 às 16:11

Praticamente 10 anos depois, o salário mínimo na Grécia vai crescer 11%, dos atuais 586 euros mensais para 650 euros, anunciou Alexis Tsipras à entrada para uma reunião com os restantes membros do governo grego em que esta decisão será formalizada.

O primeiro-ministro helénico disse que o aumento produzirá efeitos já no próximo mês, devendo abranger 600 mil trabalhadores. Em paralelo, o governo vai também eliminar o salário mínimo de 518 praticado com menores de 25 anos de idade, pelo que passará a vigorar somente um rendimento mínimo no país.

A este aumento acresce ainda um conjunto de benefícios sociais que estão indexados ao valor do salário mínimo.

Alexis Tsipras, citado pelo Khatimerini, fala na necessidade de conciliar um crescimento económico "justo" com a importância de combater "injustiças".

Esta é uma medida que surge numa fase de normalização na Grécia, isto depois de no passado verão ter sido concluído o terceiro resgate externo concedido desde 2010 a Atenas.

Em 2012, já com a presença da troika no país, as autoridades cortaram em 22%, para os 586 euros atuais, o salário mínimo. A troika impôs ainda um corte mais acentuado direcionado aos jovens. Os dois cortes foram então justificados com a necessidade de tornar a economia helénica mais competitiva, em particular através da flexibilização do mercado laboral.

Tsipras chegou ao poder em Janeiro de 2015 com a promessa de acabar com as políticas de austeridade impostas pela troika. Foi depois acusado de falhar esse compromisso e de ceder às exigências dos credores. Este aumento do ordenado mínimo consiste na medida mais relevante, e também mais simbólica, adotada no sentido de inverter austeridade iniciada a partir do primeiro resgate.

Grécia soma boas notícias

Os últimos dias foram positivos para a Grécia, agora percecionada com maior confiança por parte dos mercados e das diversas instituições internacionais. Na manhã desta segunda-feira, foi revelado o regresso de forma autónoma aos mercados num futuro "muito próximo", o que acontecerá pela primeira vez desde o início das intervenções externas.

Também esta manhã, os juros associados à dívida a 10 anos colocada pela Grécia no mercado secundário caíram para mínimos de quatro meses, reflexo da estabilização política decorrente da ratificação, pelo parlamento helénico, do acordo para a mudança de nome da Macedónia e da aprovação, há duas semanas, da moção de confiança a que o primeiro-ministro Tsipras se submeteu na sequência da crise interna aberta pela saída do governo dos Gregos Independentes (Anel) em oposição ao compromisso alcançado com as autoridades macedónias. 

Já esta tarde, foi o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, a sinalizar a crescente robustez do sistema financeiro grego dizendo que bancos helénicos estão "bem capitalizados". Em janeiro, a Standard and Poor's (S&P) manteve a notação da dívida grega a longo prazo em "B+" com perspetiva positiva e confirmou o 'rating' a curto prazo em "B". 
 

(Notícia atualizada às 16:21)



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