Europa "Uma estratégia não pode estar condicionada por apoios do Estado"

"Uma estratégia não pode estar condicionada por apoios do Estado"

João Miranda, presidente da Frulact, afirmou que é "preciso investir sem considerar" verbas do Estado.
Alexandra Noronha 13 de janeiro de 2015 às 11:18

O presidente da Frulact, João Miranda, disse esta terça-feira, 13 de Janeiro, no Porto, que as empresas não devem estar dependentes dos apoios do Estado para se internacionalizarem. "Temos que investir, mas não considerar os apoios do Estado. Uma estratégia não pode estar condicionada por apoios", salientou o empresário.

 

João Miranda admitiu que não está "muito a par" do novo quadro comunitário, mas disse que já está "no ADN das empresas" a internacionalização.

 

O empresário alertou ainda para a necessidade de reduzir a dependência da mão-de-obra. "Temos que assumir o nosso papel e trabalhar para aumentar os níveis de produtividade, para não estarmos dependentes do custo de mão-de-obra", explicou João Miranda, que esteve no ciclo de conferências "Portugal 2020", organizado pelo Dinheiro Vivo.

 

O presidente da Frulact acredita que o aumento do salário mínimo foi uma boa medida, mas diz que tem que ter "lógica". Para o empresário, é importante que as empresas "possam investir em tecnologia e equipamento que permitam estar nos mercados globais de forma igual". João Miranda acredita que o momento de o Estado dar o apoio é quando as empresas precisam de "dar o salto", porque, segundo o empresário, "andar sozinho depois de atingir um destinado patamar é muito difícil".

 

Por sua vez, Luis Portela, CEO da Bial, defende que os apoios são fundamentais na investigação e desenvolvimento que empresas como a farmacêutica levam a cabo. O empresário acrescentou ainda que espera que as preocupações manifestadas pelo presidente da Câmara Rui Moreira quanto à canalização dos fundos, não se verifiquem. "Temos visto os fundos escorrerem sempre no mesmo sentido", apontou Portela. "Oxalá isso não se venha a verificar", afirmou o CEO da Bial que desejou que "as empresas não falhem", no futuro.

 




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