União Europeia 29% dos portugueses acham que Portugal estaria melhor fora da União Europeia

29% dos portugueses acham que Portugal estaria melhor fora da União Europeia

Segundo o Eurobarómetro, publicado sexta-feira pela Comissão Europeia, quase um cada três portugueses acham que o País estaria melhor fora da União Europeia (UE).
29% dos portugueses acham que Portugal estaria melhor fora da União Europeia
Nuno Aguiar 06 de março de 2015 às 17:58

O inquérito conclui que 29% dos portugueses concordam com a frase "o nosso país estaria melhor fora da UE". Um valor que o coloca ligeiramente abaixo da média da União Europeia (30%) e sensivelmente a meio da tabela dos 28 Estados-membros.

 

"Verificamos que os portugueses não se encontram entre os Estados-membros onde uma maior proporção de cidadãos considera que o seu país estaria melhor fora da UE. São o Chipre (49%) e a Eslovénia (47%) os países em que esse sentimento é mais generalizado", pode ler-se no Eurobarómetro 82. "Este indicador é bastante importante, na medida em que mede a (in)satisfação com a pertença à UE."

 

A Grécia tem a quarta percentagem mais elevada entre os 28 países da União Europeia, com 40% a defender que o país estaria melhor fora do espaço comunitário. Também relevante é o elevado valor do Reino Unido – 42% -, que nos próximos dois anos deverá referendar a permanência do país na UE.

 

O mesmo Eurobarómetro permite concluir que Portugal é um dos três Estados-membros com a avaliação mais negativa da situação da sua economia ou do seu agregado familiar. 94% dos portugueses acha que a situação do país é má ou muito má e 56% acha o mesmo da situação da sua família. Apenas Espanha e Grécia têm percentagens mais altas. Os países do Sul da Europa tendem a ter opiniões mais negativas do que no Centro ou no Norte. Porém, Portugal está na média quando na sua expectativa para o futuro. 

 

"Em todos estes indicadores, os portugueses são um dos povos em que as percepções são mais negativas. Nada disto surpreende, tendo em conta o contexto de grave crise económica em que o país se encontra. Mesmo assim, e ao contrário do que ocorreu nos Eurobarómetros realizados durante o período de permanência da Troika em Portugal, neste Eurobarómetro, conseguimos vislumbrar alguns sinais menos negativos em certos indicadores", escreve a Comissão Europeia.




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