União Europeia Alemanha é o único país europeu que está acolher todos os refugiados sírios

Alemanha é o único país europeu que está acolher todos os refugiados sírios

O Governo de Angela Merkel suspendeu para os sírios a regra da convenção de Dublin que permite expulsar imigrantes ilegais. A Síria tem sido palco dos mais sangrentos atentados do auto-designado "Estado islâmico".
Alemanha é o único país europeu que está acolher todos os refugiados sírios
Reuters
Negócios 26 de agosto de 2015 às 16:26

Alemanha é o único país que suspendeu a regra da convenção de Dublin e que não está a forçar refugiados sírios a regressar ao país de entrada no território da União Europeia. "Neste momento, é caso único caso entre os Estados-membros", confirmou a Comissão Europeia na terça-feira, 25 de Agosto.

 

Essa decisão foi anunciada pela chanceler Angela Merkel hoje, 26 de Agosto, depois de uma visita a um campo de refugiados na cidade de Heindenau, e confirmada pouco depois com uma mensagem do Centro Federal para as Imigrações na rede social Twitter, segundo noticia a Rádio Renascença. A consequência é que mesmo os sírios que entrem por Itália, pela Grécia ou por qualquer outro país, mas que consigam chegar à Alemanha, podem contar com refúgio seguro. 

A Síria tem sido palco dos ataques mais sangrentos do auto-denominado "Estado islâmico". O precedente alemão poderá ser eventualmente seguido por outros países.

A chanceler alemã Angela Merkel prometeu esta quarta-feira, 26 de Agosto, mais ajuda para os municípios alemães que acolham e integrem refugiados. O governo planeia duplicar o financiamento, antecipando a transferência de 500 milhões de euros prevista para 2016, para ajudar algumas cidades alemãs a lidar com um número recorde de refugiados, o que está a alimentar as tensões sociais.

Alemanha é o maior receptor de migrantes na Europa. O anúncio foi feito no âmbito de uma visita da chanceler à localidade de Heidenau onde foi vaiada por manifestantes que não querem mais imigrantes à chegada ao centro de refugiados da cidade, atacado no fim-de-semana por neonazis.

O centro tinha sido já visitado porSigmar Gabriel, número dois do governo e líder doSPD – parceiro júnior na coligação liderada pela CDU - que ontem teve de evacuar a sua sede devido a um alerta de bomba, alegadamente colocada pela extrema-direita, que se revelou falso.

"É preciso dizê-lo claramente: não há nenhuma tolerância para com aqueles que questionam a dignidade de outras pessoas", afirmou Merkel, voltando a qualificar de repugnante e vergonhosa a violência de manifestantes da extrema-direita registada no fim de semana.

"Quanto mais pessoas tornarem isso claro, no seu trabalho e nas conversas com conhecidos, amigos e familiares, mais fortes e mais capazes seremos de lidar com a tarefa" de acolher refugiados, acrescentou.

 

Do lado oposto da estrada, cerca de 200 pessoas vaiaram Merkel e gritaram frases como "traidora, traidora" e "somos esta gente". A segunda frase é uma referência às palavras ditas na segunda-feira pelo "número dois" do governo, Sigmar Gabriel, que numa visita ao local, referindo-se aos atacantes, afirmou: "Para esta gente só há uma resposta: polícia, justiça e, se necessário, prisão".

 

"Preocupa-te primeiro com os teus", gritou uma idosa na direcção de Angela Merkel, enquanto vários automóveis que passavam na rua buzinavam, respondendo a apelos lançados por grupos extremistas nas redes sociais.


Nas noites de sexta-feira e de sábado passados, dezenas de pessoas ficaram feridas em confrontos que opuseram a polícia a manifestantes de extrema-direita convocados pelo partido neonazi NPD para protestar contra a abertura do centro. Um forte dispositivo policial mantém-se em volta do centro, recentemente aberto para acolher até 600 refugiados.

 

 




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