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As treze caras que você tem de conhecer na nova Comissão – e porquê

O Bruegel fez um levantamento dos doze membros da nova Comissão Europeia que têm pela frente os desafios mais importantes. Carlos Moedas é um deles. Juntámos mais um. Veja aqui quem são e leia porque se destacam entre os 28.

Reuters
Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 10 de Setembro de 2014 às 18:07
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Jean-Claude Juncker (Luxemburgo)

Presidente da Comissão Europeia

É o veterano da política europeia. Esteve quase 20 anos à frente do Grão-Ducado do Luxemburgo, foi presidente do Eurogrupo e, a partir de 1 de Novembro, presidirá à nova Comissão Europeia. Desafios? Segundo o Bruegel: Lidar com a situação económica, com a pressão externa crescente em diversas frentes e reformar o funcionamento das instituições da União Europeia, na caminhada para uma governação económica mais eficiente que pode implicar a revisão dos Tratados – processo sempre longo e de desfecho incerto.

 

Jyrki Katainen (Finlândia)

Vice-presidente da Comissão, coordenação de toda a área Económica

Esta é uma escolha do Negócios e não do instituto Bruegel. Katainen abandonou ainda na Primavera a chefia do seu partido conservador e a liderança do Governo da Finlândia para se candidatar a um cargo europeu. Fica como vice-presidente da Comissão e coordenador de toda a área económica - Emprego, Crescimento, Investimento e Competitividade - mas sem a tutela de qualquer Direcção-geral. Vai ser curioso perceber como se articulará com Pierre Moscovici, o comissário francês e socialista, que fica  com os Assuntos Económicos e Financeiros e Fiscalidade – ou seja, com duas grandes direcções-gerais sob o seu directo comando.

 

Pierre Moscovici (França)

Comissário para os Assuntos Económicos e Financeiros, Fiscalidade e União Aduaneira  

Socialista, foi ministro da Economia e das Finanças de França entre 2012 e 2014, tendo sido Ministro dos Assuntos Europeus entre 1997 e 2002. Sucede a um finlandês (Olli Rehn, entretanto, já substituído por Jyrki Katainen) num pelouro que é agora alargado às áreas da fiscalidade. Vindo de um país que recorrentemente pede mais tempo para reduzir o défice e dos mais alérgicos a reformas estruturais, vai ter agora de "pressionar os Estados-membros a avançar com reformas estruturais, implementar as regras orçamentais com vigor, promover medidas de gestão da procura para estimular o crescimento e manter-se vigilante em caso de reemergência da crise", escreve o Bruegel.

 

Jonathan Hill (Reino Unido)

Comissário dos serviços financeiros e mercado de capitais

Conservador, com título de Barão, sai do Governo de David Cameron, onde era responsável pelas relações institucionais, para enfrentar cinco desafios: acompanhar a implementação das reformas em curso, designadamente a segregação das actividades comerciais das mais especulativas no seio da banca; garantir a integridade do mercado único dos serviços financeiros (numa altura em que o Reino Unido não é nem membro do euro nem da União Bancária); desenvolver canais de financiamento não-bancário e através dos mercados de capitais (domínio onde a Europa está muitíssimo atrasada face aos Estados Unidos);  estabilizar a estrutura e organização das novas agências financeiras especializadas que surgiram na UE;  e pensar o papel da UE numa reforma global do sistema financeiro".

 

Margrethe Vestager  (Dinamarca)

Comissária da Concorrência

Liberal, era desde Outubro de 2011 vice-primeira-ministra e, simultaneamente, ministra da Economia e do Interior do Governo da Dinamarca. Escreve o Bruegel que a concorrência é o "catalisador" necessário para impulsionar o motor da economia europeia, e que o seu maior desafio é conseguir resistir às pressões dos que acreditam que as regras da concorrência devem ser suavizadas para terem em consideração as actuais dificuldades económicas.

 

Elzbieta Bienkowska (Polónia)

Comissária do Mercado Interno, Indústria, Empreendedorismo e PME  

Deixa a vice-presidência do Governo polaco e a tutela das Infra-estruturas, e fica com uma das vice-presidências de coordenação na nova Comissão. "Um mercado único verdadeiramente integrado e competitivo é o melhor trunfo da União Europeia para promover a produtividade e o crescimento, e é aqui que reside a melhor resposta aos desafios que a Europa enfrenta no ambiente pós-crise", refere o Bruegel.

 

Günther Oettinger (Alemanha)

Comissário para a Economia Digital e Sociedade

Conservador alemão, era comissário da Energia e muda agora de pasta, integrando a mesma área de responsabilidade de Carlos Moedas que tem como comissária coordenadora Alenka Bratušek . A sua principal tarefa nos próximos cinco anos será a "criação de uma base sólida a partir da qual produtos e serviços digitais possam ser facilmente desenvolvidos". "A Europa tem os recursos e as competências necessárias para liderar esta transformação global", considera o Bruegel.

  

Carlos Moedas (Portugal)

Comissário para a Investigação, Inovação e Ciência

O Bruegel considera que o ex-governante português tem uma missão complicada porque fica à frente de uma área, anteriormente nas mãos de uma comissária irlandesa, que, sendo o trampolim do crescimento, sobretudo na Ásia, na Europa não tem funcionado. "A Europa tem falhado constantemente na exploração do seu potencial de crescimento assente na inovação" e tira também menos sinergias externas, estando os países asiáticos e os Estados Unidos muito mais interligados entre si.

 

Dimitris Avramopoulos (Grécia)

Comissário da Migração e Assuntos Internos 

O antigo ministro grego da Defesa vai ter de enfrentar "o dilema de os mercados de trabalho europeus estarem desfasados em termos de oferta e procura, problema que deve tentar resolver através de políticas de migração, numa altura em que as opiniões públicas olham com desconfiança para a mobilidade em geral." Ao mesmo tempo, escreve o Bruegel, o comissário grego deve atender aos refugiados, políticos e económicos, porque a "Europa também tem a obrigação de cuidar das pessoas que necessitam de protecção".

 

Cecilia Malmström  (Suécia)

Comissária do Comércio

A já comissária sueca vai mudar de pasta, dos Assuntos Internos para o Comércio, e passa a ser a negociadora europeia da grande parceria que está a ser negociada com os Estados Unidos. Na opinião do Bruegel, deve promover os benefícios de uma agenda multilateral de comércio", tendo em conta que a interconexão está cada vez mais centrada em torno de cadeias globais de valor, e enfrentar o recrudescimento do regionalismo um pouco por todo o mundo.

 

Alenka Bratušek (Eslovénia)

Vice-Presidente da Comissão, União Energética

Estava há um ano e meio à frente do Governo da Eslovénia. Abandona o cargo de primeira-ministra e fica com uma das sete vice-presidências "coordenadoras". "Tem de dar resposta às preocupações sobre segurança do abastecimento energético à Europa, à emergência de fontes de combustíveis fósseis de baixo custo e aos entraves para prosseguir políticas que incentivem o baixo uso de carbono. Tem de trabalhar numa estratégia de longo prazo e inverter a tendência de renacionalização da política energética", recomenda o Bruegel.

 

Miguel Arias Cañete (Espanha)

Comissário da Política Climática e Energia

Este antigo ministro espanhol da Agricultura foi o cabeça de lista do PP de Mariano Rajoy nas eleições europeias de Maio. Sucede ao alemão Gunther Ottinger na pasta da Energia, que passa a acumular com a política de combate às alterações climáticas. A sua acção, escreve o Bruegel, não deve  assentar "única e exclusivamente na descarbonização imediata, mas sobre os três ‘in’: instrumentos, inovação e acordo internacional" sobre energia. "Isto não deve significar que menos capital político e financeiro é investido em políticas climáticas, mas que a política climática se deve tornar ainda mais ambiciosa", precisa o "think-tank" de Bruxelas.

 

Johannes Hahn (Áustria)

Comissário para a Política de Vizinhança e Alargamento

Esteve à frente da Política Regional na segunda Comissão Barroso, quando foi negociado o novo pacote de fundos estruturais, e vai agora para uma área igualmente delicada. Deve fazer uma maior aproximação à UE de quatro grandes e complexos países - Irão, Rússia, Arábia Saudita e Turquia - e ser mais realista sobre as perspectivas de adesão à UE de alguns dos actuais vizinhos, recomenda o Bruegel.

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